Anticoagulantes podem aumentar risco de AVC em idosos com doenças renais

Estudo publicado na revista “BMJ”

19 fevereiro 2018
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O uso de fármacos anticoagulantes para tratar a fibrilação auricular por pessoas com mais de 65 anos de idade, com doença renal crónica, aumentar o risco de acidente vascular cerebral, indicou um estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade College London, Universidade de St. George, Universidade de Londres e Universidade de Surrey, Inglaterra, o estudo contou com informação recolhida de uma base de dados do Royal College of General Practitioners, Inglaterra. 
 
Na base de dados foram identificados 4.848 indivíduos com mais de 65 anos, com doença renal crónica e fibrilação auricular recentemente diagnosticada. Metade estava a tomar fármacos anticoagulantes e a outra metade não estava. Os participantes foram monitorizados durante uma média de 506 dias.
 
Ao longo do período de monitorização foi observado que os participantes que tomavam anticoagulantes apresentavam uma possibilidade 2,6 maior de sofrerem um AVC e 2,4 vezes maior de terem uma hemorragia do que os que não estavam a tomar aquele tipo de fármacos.
 
Foi estimado que no espaço de um ano haveria um total de 4,6 AVC isquémicos (o tipo mais comum) por cada 100 pessoas do grupo que tomava os anticoagulantes, contra 1,5 nos indivíduos do grupo que não estava a tomar anticoagulantes.
 
Observou-se que mortalidade no grupo que tomou o anticoagulante foi ligeiramente inferior; os investigadores especulam que isso poderá ser devido a um menor risco de AVC e enfartes do miocárdio fatais, mas que é necessária mais pesquisa.
 
“O nosso trabalho mostra o poder dos grandes volumes de dados em proporcionar evidência do mundo real para estudar cenários clínicos. Até haver mais dados disponíveis, os médicos de clínica geral, nefrologistas e cardiologistas precisam de pesar os riscos e benefícios de darem um anticoagulante e tomarem uma decisão em conjunto com o seu paciente” concluiu David Goldsmith, da Universidade de Londres e coautor deste estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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