Anticoagulante é mais eficaz que ácido acetilsalicílico na prevenção do AVC

Estudo publicado na “The Lancet”

20 agosto 2007
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O fármaco anticoagulante oral varfarina provou ser mais eficaz que o analgésico ácido acetilsalicílico na prevenção de apoplexias que ocorrem em idosos afectados por certos tipos de arritmias cardíacas, de acordo com um novo estudo publicado na revista médica “The Lancet”.
 

 

A equipa de cientistas liderada pelo médico Jonathan Mant, da University of Birmingham, Inglaterra, estudou um grupo de 973 pacientes com mais de 75 anos - e uma média etária de 81 anos - que sofriam de Fibrilação Atrial.
 

O objectivo era verificar a eficácia de cada medicamento e se o uso compensava o aumento do risco de hemorragias nos doentes.
 

 

Um grupo de 488 destes pacientes, escolhidos aleatoriamente, tomaram varfarina, enquanto os outros receberam ácido acetilsalicílico, por um período de 2,7 anos. Durante esse tempo, foram estudados os casos de apoplexias fatais ou paralisantes, hemorragias intracranianas e embolias arteriais graves.
 

 

No grupo que recebeu varfarina, ocorreram 24 casos graves: 21 de apoplexia, duas hemorragias intracranianas e uma embolia sistémica. Já no grupo de idosos aos quais foi administrado ácido acetilsalicílico foram registados 48 episódios graves: 44 ataques de apoplexia, uma hemorragia intracraniana e três embolias sistémicas.
 

 

Os cientistas chegaram à conclusão de que o risco de ataques de apoplexia e embolias arteriais era significativamente menor no primeiro grupo que no segundo, o que indica que a varfarina pode ser usada mais frequentemente no tratamento de idosos.
 

 

Os especialistas disseram não ter provas de que um anticoagulante como a varfarina conduza, a princípio, a maiores riscos para o paciente do que o vulgar ácido acetilsalicílico.
 

 

No comentário que acompanha o trabalho, o médico David García, da Universidade do Novo México em Alburquerque (EUA), diz que o maior desafio no futuro será "identificar os pacientes (idosos ou não) com o maior risco de hemorragias, principalmente as intracranianas". E acrescenta que “para os outros, independentemente de idade, os efeitos benéficos da varfarina, sempre que for bem administrada, superam os eventuais riscos”.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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