Antibióticos mais resistentes feitos a partir de insectos

Cientistas procuram terapias através das moscas

30 setembro 2002
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Uma equipa de cientistas australianos trabalha numa produção revolucionária de novos antibióticos, feitos a partir das moscas e outros insectos rastejantes, para substituir os antibióticos aos quais as infecções já desenvolveram resistência.
 

 

Se as moscas conseguem sobreviver alimentando-se de excrementos de animal e carne apodrecida, têm, certamente, poderosas defesas contra as infecções.
 

 

Seguindo esta teoria, uma equipa de cientistas australianos trabalha numa produção revolucionária de novos antibióticos, feitos a partir das moscas e outros insectos rastejantes, para substituir os antibióticos aos quais as infecções já desenvolveram resistência.
 

 

Esta é a primeira vez que estão a ser utilizadas moscas para atingir fins medicinais e obter produtos farmacêuticos, afirmou Andy Beattie professor na Universidade Macquarie.
 

 

Produzir antibióticos a partir de moscas é uma das muitas possibilidades sugeridas pela equipa de investigação de Beattie.
 

Os cientistas pensam que aqueles insectos que vivem em sociedades altamente organizadas, como os humanos, poderão ter mecanismos de defesa muito fortes.
 

 

Neste momento já possuem patente de antibióticos conseguidos através das formigas touro, uma grande formiga australiana.
 

 

Os investigadores estão convictos que milhões de insectos poderão, eventualmente, possuir uma potencial fonte de antibióticos com agentes anti-cancro, dissolventes de sangue e outras substâncias terapêuticas.
 

 

A comercialização de antibióticos a partir de moscas poderá estar ainda a uma distância de dez anos, mas um trabalho preliminar já demonstrou que os componentes produzidos através de moscas actuam contra bactérias incluindo a mortal «superbug» Staphylococcus aureus, que infesta hospitais em todo o mundo.
 

 

A pesquisa mostra que os antibióticos poderão ser produzidos enquanto as moscas estão em estado de larva ou adulto mas não em estado de crisálida já que se encontram numa etapa protectora.
 

 

Fonte: TSF-online
 

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