Antibiótico útil no tratamento localizado do desgaste ósseo

Estudo publicado na “Clinical Orthopaedics and Related Research”

28 setembro 2011
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As cirurgias de substituição articular total podem ajudar a aliviar as dores comuns nas articulações em pessoas com osteoartrite. Mas, por vezes, os resíduos provenientes da prótese articular levam à perda asséptica, ou desintegração dos ossos ao redor. Em 2009, um investigador da Universidade de Wayne State, nos EUA, verificou que a eritromicina, um antibiótico com actividade anti-inflamatória, pode prevenir e tratar essa desintegração.

 

Contudo, havia uma advertência: há efeitos secundários associados com o uso do fármaco a longo prazo. O uso sistémico da eritromicina levanta preocupações sobre os variados efeitos secundários, incluindo a resistência bacteriana, danos no fígado e desconforto gastrointestinal.

 

A solução, agora apresentada pelo professor associado de engenharia biomédica, Weiping Ren, da Faculdade de Engenharia da WSU, refere que a eritromicina pode ser administrada directamente no local onde são partidos os ossos, ao invés de via oral, evitando que todo o corpo seja afectado. Os pormenores do estudo foram publicados na revista “Clinical Orthopaedics and Related Research”.

 

Para testar a ideia, Ren implantou pinos de metal revestidos com eritromicina no tecido inflamado ao redor da prótese articular. Também mediu o crescimento ósseo e a estabilidade do implante, ambos indicadores da adesão da prótese ao osso, e analisou imagens microscópicas do tecido afectado à volta da prótese (peri-prótese).

 

Verificou que em doses muito baixas - cerca de um quarto da dose usada para matar bactérias - a eritromicina reduzia a inflamação da perda asséptica. "Ao mesmo tempo, confirmámos que a eritromicina oral pode ser efectivamente entregue aos tecidos peri-próteses, comprovando a nossa hipótese de que o fármaco por via oral pode ser usado como um dos métodos de tratamento não-cirúrgicos para aumentar a longevidade do implante", afirma o autor do estudo.

 

Ao aumentar a longevidade do implante, a eritromicina tópica será usada para tratar o enfraquecimento asséptico e reduzir o número de cirurgias subsequentes no paciente."Custos com seguros médicos ficarão bastante reduzidos, dado que as cirurgias subsequentes são muito mais dispendiosas do que a cirurgia primária", aponta o cientista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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