Antibiótico de utilização comum associado ao risco de morte cardíaca

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

21 maio 2012
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Investigadores americanos descobriram que a toma de um antibiótico habitualmente utilizado no tratamento da sinusite bacteriana e bronquite, a azitromicina, pode conduzir a um maior risco de morte por doença cardiovascular, revela um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.

 

Estudos anteriores tinham indicado que a toma deste antibiótico estava associada a um pequeno risco de doença cardíaca, mas ao analisarem os dados incluídos na base de dados da Food and Drug Administration (FDA) os investigadores da Vanderbilt University, nos EUA, repararam que este antibiótico estava associado com o aparecimento de arritmias graves.

 

Tendo por base esta informação os investigadores decidiram analisar as mortes por doença cardiovascular nos indivíduos aos quais tinha sido prescrito azitromicina. Para o estudo foram assim analisados os dados de cerca de 248.000 prescrições deste antibiótico os quais foram comparados com os dados de milhões de pessoas que não estavam a ser submetidos ao tratamento de antibióticos ou que estavam a ser tratados com outros antibióticos, como a amoxicilina, um antibiótico considerado seguro para o coração e que é utilizado em situações clínicas similares.

 

O estudo constatou que apesar de o número de mortes absoluto ter sido consideravelmente baixo, em comparação com a amoxicilina, ocorreram 47 mais mortes por milhão de pessoas tratadas com a azitromicina. Este risco aumentou para 245 mortes cardiovasculares adicionais para os pacientes que tinham elevado risco de desenvolveram problemas cardíacos.

 

Os investigadores referem que a prescrição de qualquer antibiótico requer uma análise cuidada dos riscos e benefícios. Para este cálculo deve ser considerada a gravidade da infeção, a suscetibilidade do organismo, a disponibilidade de antibióticos alternativos e efeitos adversos.

 

"Acreditamos que este estudo fornece informações importantes sobre o perfil de risco da azitromicina", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo Wayne A. Ray. "Para pacientes com risco cardiovascular elevado e infeções para as quais existam antibióticos alternativos, os efeitos cardiovasculares da azitromicina devem ser tomados em consideração", acrescentou o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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