Anti-inflamatórios utilizados na artrite podem aumentar risco de morte por AVC?

Estudo publicado na revista “Neurology”

10 novembro 2014
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Alguns dos fármacos habitualmente prescritos para a artrite e para as dores podem aumentar o risco de morrer de acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

Os fármacos que foram alvo de estudo são um tipo de anti-inflamatórios não esteroides seletivos, conhecidos como inibidores COX-2, que incluem medicamentos antigos, como o diclofenac, etodolac, nabumetone, ou mais atuais, como o celecoxib e o rofecoxib.
 

Para o estudo, os investigadores do Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, analisaram os registos médicos de 100.243 indivíduos que tinham sido hospitalizados, entre 2004 e 2012, devido a um AVC. Foi analisado se os pacientes tomavam, já tinham tomado ou nunca tinham tomado este tipo de fármacos nos dois meses antes do AVC. No caso de os pacientes estarem a tomar este tipo de anti-inflamatórios foi determinado se esta era a primeira vez ou se já o faziam habitualmente. Foi analisado qual o tipo de inibidores COX-2 que estavam a ser tomados: de nova geração, de uma geração mais antiga ou anti-inflamatórios não esteroides não seletivos, como é o caso do ibuprofeno.
 

O estudo apurou que os pacientes que estavam a tomar inibidores COX-2 apresentavam um risco 19% maior de morrerem após um AVC, comparativamente com aqueles que não tomavam este tipo de fármacos. Os novos utilizadores dos inibidores COX-2 de geração mais antiga tinham um risco 42% maior de morrerem devido a um AVC do que aqueles que não o faziam. Este risco aumentou para os 53% no caso de os pacientes estarem a tomar o etodolac.
 

Os investigadores não encontraram qualquer associação entre a toma de anti-inflamatórios não esteroides não seletivos e o aumento de morte por AVC. Curiosamente, foi verificado que a utilização crónica deste tipo de fármacos não aumentou a mortalidade por AVC.
 

“O nosso estudo apoia os atuais esforços para garantir que não seja receitado este tipo de fármacos a pessoas com maior risco de AVC quando existem outras opções terapêuticas", conclui o primeiro autor do estudo, Morten Schmidt.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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