Anti-inflamatório reduz número de tumores pré-cancerosos

Estudo da Harvard University

05 abril 2006
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O anti-inflamatório Celebrex, receitado para aliviar os sintomas da artrite, também reduz o número de tumores pré-cancerosos do cólon, indicam estudos apresentados esta semana na reunião anual da American Association for Cancer Research.
 

 

Os cientistas, no entanto, consideram necessários mais estudos para determinar se o uso prolongado deste fármaco, da farmacêutica Pfizer, é útil para pacientes com alto risco de contrair cancro do cólon.
 

"Estamos confiantes nos resultados sobre a sua eficácia. O problema é que não o estamos tanto em relação à sua toxicidade", disse Mónica Bertagnolli, investigadora da Harvard University, que participou num dos estudos.
 

 

Num dos estudos, 2.035 pacientes receberam doses de entre 200 e 400 miligramas de Celebrex ou um placebo duas vezes por dia durante três anos. Em todos os casos tinham sido extraídos tumores benignos ou adenoma do cólon dos pacientes e considerava-se que corriam o perigo de desenvolver cancro. Concluído o período do teste, o número de pacientes que tinham um ou mais adenoma no cólon era 45 por cento menor entre os que tinham tomado Celebrex, em comparação com os que tinham recebido o placebo, referiram os investigadores no estudo financiado pela Pfizer e o National Cancer Institute.
 

 

Outro estudo, também financiado pela Pfizer, detectou pólipos em 34 por cento dos pacientes a quem tinha sido administrada uma dose de 400 miligramas de Celebrex uma vez por dia. Este resultado foi comparado com o obtido em pacientes que receberam uma substância inócua. Por ter sido pequeno o número de complicações cardiovasculares detectadas, tornou-se difícil assinalar quem poderia correr o risco desse tipo de complicações como efeito secundário do Celebrex, segundo os cientistas.
 

 

O Celebrex pertence à mesma família de medicamentos do Vioxx, do grupo Merck, retirado do mercado em 2004 devido a uma possível relação com ataques cardíacos ou cerebrais sofridos por quem os tomava.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos na Internet
 

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