Anti-hipertensores poderão reduzir risco de demência

Estudo realizado pelos investigadores do Pacific Health Research and Education Institute

10 janeiro 2013
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Os indivíduos que tomam medicamentos para diminuir a pressão arterial, os bloqueadores beta, têm um menor risco de apresentarem alterações cerebrais características da doença de Alzheimer e de outros tipos de demência, refere um estudo que irá ser apresentado no encontro anual da American Academy of Neurology.
 

Neste estudo, os investigadores do Pacific Health Research and Education Institute, no Havai, analisaram os dados relativos a 774 idosos, os quais foram autopsiados após a morte. Do total dos participantes, 610 sofria de pressão arterial elevada ou estava a ser submetido a um tratamento para diminuir a hipertensão. Entre os 350 indivíduos que estavam a ser tratados, 15% tinha tomado um bloqueador beta, 18% um bloqueador beta e outros medicamentos e os restantes participantes foram submetidos a outro tipo de tratamento para a hipertensão.
 

O estudo apurou que todos os tipos tratamentos anti-hipertensores tiveram sucesso. Contudo, os homens submetidos apenas ao tratamento com bloqueadores beta apresentavam menos alterações no cérebro, comparativamente com aqueles que não foram tratados para a hipertensão ou que receberam outro tipo de tratamento. Os participantes tratados com um bloqueador beta e outro tipo de anti-hipertensor apresentaram um redução intermédia no número de alterações cerebrais.
 

Estas alterações incluíam dois tipos distintos de lesões cerebrais: umas indicadoras da doença de Alzheimer e outras conhecidas por micro enfartes, geralmente associados a acidentes vasculares cerebrais pequenos, múltiplos e não diagnosticados. Os participantes que tinham tomado bloqueadores beta, isoladamente ou em combinação com outro tipo de anti-hipertensor, apresentavam uma menor redução no volume do cérebro.
 

“Uma vez que o número de indivíduos com Alzheimer tende a aumentar à medida que a população envelhece, é cada vez mais importante identificar os fatores que poderão atrasar ou prevenir a doença. Estes resultados são muito interessantes, especialmente porque os bloqueadores beta são um tratamento comum para a hipertensão”, revelou, em comunicado de imprensa, o autor do estudo, Lon White.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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