Anthrax dá pistas para medicamentos e vacinas

Análise dos genes do bacilo traz novas esperanças

04 maio 2003
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Cientistas norte-americanos anunciaram ter descoberto novo potencial para medicamentos e vacinas contra o germe do anthrax ao decifrar e analisar a composição genética completa da bactéria.
 

 

Ao estudar as 5,2 milhões de «cartas» do código DNA do germe, os investigadores identificaram vários genes que poderão ter um papel importante a desempenhar em infecções por anthrax, dando boas pistas para o desenvolvimento de novos tratamentos.
 

 

As infecções por anthrax respondem aos antibióticos se forem administrados suficientemente cedo, estando já disponível uma vacina. Todavia, os cientistas continuam a procurar pistas para produzir medicamentos e vacinas melhores através do estudo do funcionamento interno do germe.
 

 

Estes esforços são particularmente cruciais no caso do anthrax, que pode ser mortal, por ser uma arma potencial do terrorismo.
 

 

A análise foi apresentada na edição de quinta-feira da revista Nature por cientistas do Instituto para a Investigação Genómica em Rockville, Maryland, com colaboradores noutros laboratórios.
 

 

O instituto decifrou o genoma de um extracto da chamada estirpe «Ames» do Bacillus anthracis, que se assemelha à estirpe encontrada em cartas que mataram cinco pessoas e infectaram várias outras em 2001. A investigação fornece uma «lista muito extensa de genes potencialmente virulentos», disse Claire Fraser, presidente do instituto genómico e autor do trabalho.
 

 

Os genes foram identificados por se parecerem a outros cujas funções são conhecidas noutras bactérias.
 

Na bactéria do anthrax, os genes poderão desempenhar um papel em actividades tão críticas dentro do corpo como sobreviver a ataques de substâncias conhecidas como radicais livres de oxigénio, que germinam, invadindo células à procura de ferro e escapando ao sistema imunitário, precisou Fraser.
 

 

Além disso, os investigadores encontraram mais de 600 genes sem funções conhecidas. Alguns deles, acrescentou, poderão também desempenhar um papel na virulência.
 

 

Fonte: Lusa
 

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