Ansiedade e o controlo das emoções

Estudo publicado na revista “Emotion”

16 maio 2013
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O modo como as emoções são reguladas, nos bons e nos maus momentos, pode influenciar os níveis de ansiedade que um indivíduo vai sofrer, dá conta um estudo publicado na revista “Emotion”.
 

De forma a tentar perceber se as estratégias emocionais estavam associadas com um maior ou menor nível de ansiedade os investigadores do Beckman Institute, nos EUA, contaram com a participação de 179 indivíduos saudáveis, os quais foram questionados sobre as suas emoções e quão ansiosos se tinham sentido perante várias situações.
 

O estudo apurou que os participantes que adotavam uma estratégia de regulação emocional conhecida por reavaliação tendiam a ter menos ansiedade social e ansiedade no cômputo geral, comparativamente com os indivíduos que evitavam expressar os seus sentimentos. A líder do estudo, Nicole Llewellyn, explica que esta estratégia de regulação emocional envolve a análise do problema de um outro prisma.
 

"Quando algo acontece, pensa-se de uma forma mais positiva, um copo meio cheio em vez de meio vazio. Reformula-se e reavalia-se o que ocorreu e pensa-se quais são os aspetos positivos? De que forma se pode olhar para um determinado acontecimento e pensar nele como um desafio e não como um problema”, revelou, em comunicado de imprensa, a investigadora.
 

Os investigadores constataram que, de facto, os participantes que utilizavam regularmente este tipo de abordagem sentiam menos ansiedade do que aqueles que reprimiam as suas emoções.
 

Um dos coautores do estudo, Florin Dolcos, referiu que “a Organização Mundial de Saúde prevê que em 2020 a ansiedade e a depressão, que tendem a ocorrer simultaneamente, sejam um das causas mais comuns de incapacidade em todo o mundo, apenas atrás das doenças cardiovasculares”
 

Contudo, o investigador refere que nem toda a ansiedade é prejudicial. Níveis baixos de ansiedade poderão ajudar as pessoas a manterem-se mais focadas numa determinada tarefa. Por outro lado, a contenção das emoções pode ser também uma boa estratégia numa situação específica e de pouca duração. No mesmo sentido, a adoção de uma atitude sempre positiva pode ser perigosa, pois as pessoas podem ignorar eventuais problemas de saúde ou adotarem comportamentos de risco.
 

De acordo com Nicole Llewellyn, este estudo parece ajudar a explicar as estratégias que contribuem para que um indivíduo sinta mais ou menos ansiedade. “Não se consegue alterar os fatores genéticos ou ambientais que contribuem para a ansiedade, mas pode-se alterar as estratégias da regulação das emoções.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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