Ansiedade e depressão materna como afetam as crianças?

Estudo publicado no “Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics”

29 outubro 2013
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Os sintomas de ansiedade e depressão materna aumentam o risco de desenvolvimento de problemas comportamentais e emocionais das crianças desde os 18 meses de idade. O estudo publicado no “Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics” revela ainda que o risco persiste durante a adolescência e também aumenta o risco de sintomas depressivos.

 

“Os resultados chamam a atenção para a importância de um diagnóstico precoce relativamente aos problemas de saúde mental que afetam a mãe e ou a criança” revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Wendy Nilsen.

 

Para o estudo, os investigadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública utilizaram dados fornecidos pelas mães sobre a sua saúde mental, bem como sobre os problemas de comportamento dos seus filhos em cinco idades diferentes, desde a infância (18 meses) até ao início da adolescência (12,5 anos). Os adolescentes com 14,5 e 16,5 foram também submetidos a questionários.

 

O estudo apurou que a exposição aos sintomas de ansiedade e depressão da mãe no início da vida da criança aumentava o risco desta ter problemas emocionais e comportamentos disruptivos na infância. Estas crianças apresentavam também maior risco de terem sintomas depressivos na infância. Foi observado que estes problemas comportamentais e emocionais estavam presentes desde os 18 meses de idade.

 

Os investigadores também constataram que havia uma tendência para os comportamentos disruptivos serem um fator de risco para problemas emocionais futuros. Contudo, o contrário não se observou. Foi ainda constatado que estes achados se aplicaram tanto às raparigas quanto aos rapazes. No entanto, verificou-se uma tendência para problemas comportamentais no início da idade escolar, por volta dos 8,5 anos, os quais foram associados apenas a problemas na adolescência das raparigas.

 

Estes resultados vão ao encontro de estudos anteriores que também destacaram a importância de uma prevenção e intervenção precoce. O estudo também destaca a importância das investigações que acompanham as crianças e as suas famílias desde a infância até a adolescência.

 

“Desta forma podemos adquirir conhecimento acerca das características iniciais das crianças e das suas famílias que aumentam o risco de desenvolvimento de problemas associados à saúde mental, anos mais tarde”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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