Ansiedade atinge 15 por cento dos portugueses
13 novembro 2004
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 Quinze por cento dos portugueses já sentiram excesso de cansaço, tensão ou preocupação, sofreram de insónias e sintomas físicos de fadiga ou dores de cabeça durante seis meses seguidos. Estes resultados sobre os sinais de perturbação de ansiedade generalizada são considerados «muito preocupantes», face a outros estudos internacionais, segundo uma sondagem RTP/PÚBLICO realizada pela Universidade Católica. O excesso de preocupação, tensão ou fadiga foi assumido por 41 por cento dos inquiridos, face a 57 por cento que respondeu negativamente. Um terço reconheceu ter insónias ou dificuldade em descontrair-se e quase outro tanto admitiu sentir sintomas físicos como fadiga, tremores, tensão muscular ou dores de cabeça, durante seis meses ou mais seguidos. Todos estes sintomas foram indicados nas respostas a três perguntas que são usadas para aferir a prevalência de «perturbação de ansiedade generalizada» entre a população. Nos Estados Unidos, no estudo Mental Health Survey de 2001, as percentagens de pessoas que diziam sentir problemas semelhantes eram mais baixas, situando-se entre os 11 e os 18 por cento. Por isso, os resultados desta sondagem são considerados «muito preocupantes».Entre as mulheres portuguesas, os sintomas de perturbação de ansiedade generalizada são sempre mais prevalecentes do que entre os homens. As insónias e as dificuldades em descontrair-se também foram mais apontadas pelos elementos do sexo feminino.O trabalho surge em primeiro lugar como a principal fonte de stress (36 por cento), distanciado das outras razões. No entanto, são mais os homens que apontam o trabalho (41 por cento) do que as mulheres (33 por cento) como a causa de tensão. A saúde ocupa o segundo lugar, com uma percentagem maior entre as mulheres, seguida da família e do dinheiro. A maioria (53 por cento) dos inquiridos considera que "estar deprimido" é um estado de espírito e só 39 por cento tem consciência de que é uma doença. Este resultado contrasta com o apurado nos Estados Unidos, em 2001, em que 55 por cento qualificava a depressão como uma doença. Fonte: Público

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