Ansiedade acelera o envelhecimento

Estudo publicado na revista “PLoS ONE”

17 julho 2012
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A ansiedade pode ser considerada um fator de risco para um envelhecimento precoce, pois está associada a um menor comprimento dos telómeros, dá conta um estudo publicado na “PLoS ONE”.

 

Os telómeros são estruturas constituídas por DNA e proteínas, localizadas nas extremidades dos cromossomas. Estas estruturas, consideradas marcadores do envelhecimento celular, têm como função proteger os cromossomas e a informação genética durante as divisões celulares. Estudos anteriores associaram telómeros mais curtos a um maior risco de desenvolvimento de cancro, doenças cardíacas, demência e mortalidade.

 

Para este estudo os investigadores da Brigham and Women's Hospital e da Harvard Medical School, nos USA, contaram com a participação de 5.243 mulheres que tinham entre 42 e 69 anos, e às quais foram retiradas amostras de sangue para determinar o tamanho dos telómeros das células sanguíneas. Simultaneamente as participantes foram convidadas a preencher questionários para avaliação da presença de sintomas de fobia, conseguindo desta forma os investigadores correlacionar esta informação com o comprimento dos telómeros.

 

O estudo apurou que as mulheres com níveis mais elevados de ansiedade fóbica apresentavam telómeros mais curtos. A diferença no comprimento dos telómeros para as mulheres que tinham níveis de fobia mais elevados era, em comparação com as que não apresentavam este tipo de sintomas, o equivalente a mais seis anos de idade.

 

“Muitas pessoas questionam-se se  e como o stress pode ajudar a um envelhecimento mais precoce”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Olivia Okereke. “Os resultados deste estudo mostram que há uma associação entre uma das formas de stress, a ansiedade fóbica, e um possível mecanismo para o envelhecimento prematuro. Contudo, este estudo não prova que há uma causa efeito ou qual dos problemas aparece primeiro, a ansiedade ou os telómeros mais curtos”.

 

Assim, na opinião da investigadora serão necessários mais estudos para aprofundar mais a relação entre a ansiedade e o tamanho dos telómeros.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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