Anorexia combatida com terapias familiares

Estudo publicado no “JAMA Psychiatry”

30 setembro 2014
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A anorexia nervosa pode ser combatida eficazmente através de terapias baseadas na família, revela um estudo publicado no “JAMA Psychiatry”.
 

Os pacientes com anorexia nervosa têm uma imagem corporal distorcida, acreditando erradamente que têm excesso de peso. Habitualmente, estes pacientes praticam exercício físico em excesso e recusam-se a comer o necessário para manterem um peso corporal saudável. Esta doença, que afeta cerca de 0,5 a 0,7% das raparigas adolescentes, está associada a uma das taxas de suicídio mais elevadas, no âmbito das doenças psiquiátricas.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade de Stanford, nos EUA, contaram com a participação de 164 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, que tinham anorexia há 13,5 meses, em média. Noventa por cento dos participantes eram do sexo feminino. No início do estudo, pelo menos 75% dos pacientes tinham um peso corporal abaixo do peso considerado ideal.
 

Os pacientes foram submetidos a dois tipos de tratamentos que envolveram sessões de terapia regular ao longo de nove meses. Um dos tratamentos consistia em ensinar os pais a ajudar os seus filhos a ter uma alimentação adequada e recuperar o peso em casa. A outra abordagem tentou ajudar a resolver as dinâmicas familiares difíceis. O sucesso dos tratamentos foi avaliado ao fim dos nove meses de tratamento e ao fim de ano.
 

O estudo apurou que ambos os tratamentos produziram taxas similares de recuperação da anorexia. Contudo, os pacientes tratados com a primeira abordagem aumentaram de peso mais rapidamente e necessitaram de menos hospitalização
 

Os investigadores verificaram também que a terapia que ensinava os pais a ajudarem os seus filhos a terem uma alimentação adequada apresentava metade dos custos da terapia centrada na dinâmica familiar. Contudo, esta última abordagem era mais eficaz para os pacientes que também tinham sinais severos de distúrbios obsessivos-compulsivos.
 

“Acreditamos que os pais são capazes de interromper os comportamentos da anorexia o tempo suficiente para que os pensamentos e a as cognições associadas à doença diminuam”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo James Lock.
 

De acordo com o líder do estudo, Stewart Agras, o tratamento da anorexia na adolescência permite uma maior remissão a longo prazo. “Quanto mais tempo passa, mais difícil é tratar a anorexia”, conclui.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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