Anomalias congénitas não diminuíram na Europa

Estudo coordenado pelo Instituto Ricardo Jorge

28 março 2016
  |  Partilhar:

A prevalência de casos de anomalias congénitas na Europa não diminuiu, apesar de existirem medidas preventivas, dá conta um estudo que analisou, ao longo de 20 anos, os registos nacionais de anomalias congénitas em 19 países, entre os quais Portugal.
 

O estudo, coordenado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge, analisou os dados de 12,5 milhões de nascimentos entre 1991 e 2011. Verificou-se que, durante este período, não se detetou uma diminuição na prevalência de defeitos do tubo neural, como a espinha bífida e a anencefalia.
 

“Apesar das recomendações que são feitas nos países europeus para que as mulheres tomem ácido fólico antes ou imediatamente após a conceção, este estudo não identificou um efeito preventivo dessas medidas”, refere o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA).
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, os investigadores defendem a fortificação dos alimentos com ácido fólico como uma medida a adotar, à semelhança do que acontece noutros países, como os Estados Unidos da América.
 

Os defeitos do tubo neural, grupo de anomalias congénitas constituído por anencefalia, espinha bífida e encefalocelo, têm uma frequência inferior a um caso por cada dois mil nascimentos em Portugal.
 

Segundo o INSA, esta frequência pode ser reduzida através de medidas de prevenção primária, como seja a toma suplementar de ácido fólico antes da gravidez.
 

"A evidência científica tem demonstrado que o consumo de pelo menos 0,4 mg de ácido fólico, se iniciado antes da gravidez e durante o 1º trimestre, previne cerca de 70% dos defeitos do tubo neural”, salienta.
 

As anomalias congénitas tornaram-se nas últimas décadas uma das principais causas de mortalidade e morbilidade no período infantil, constituindo por isso um importante problema de saúde pública.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.