Anomalias congénitas: mais de metade detetadas após nascimento

Relatório do Instituto Ricardo Jorge

03 agosto 2012
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Em Portugal mais de metade das anomalias congénitas são apenas detetadas após o nascimento ou durante o primeiro mês de vida do bebé, mas o diagnóstico pré-natal está a aumentar, refere um relatório do Instituto Ricardo Jorge.
 

De acordo com a análise do Registo Nacional de Anomalias Congénitas, entre 2008 e 2010, em 30% dos casos as anomalias foram detetadas no momento do nascimento, 18% até à primeira semana de vida e quase três por cento até à quarta semana de vida.
 

O diagnóstico pré-natal das anomalias congénitas ocorreu em 47% dos casos e aumentou cinco por cento em relação ao anterior período analisado (2002-2007). Isto levou também a um aumento do número de gestações que terminou numa interrupção médica da gravidez.
 

O relatório ao qual a agência Lusa teve acesso dá conta que, nos três anos analisados, foram detetadas 3.574 anomalias congénitas, sendo as mais frequentes as do aparelho circulatório, seguidas das do sistema musculosquelético e as cromossómicas.
 

A grande maioria das anomalias termina com o nascimento de um nado vivo, com as interrupções médicas da gravidez a ocorrerem em 26,4% dos casos. Relativamente ao tipo de anomalias, as do sistema nervoso central, como defeitos do tubo neural, espinha bífida ou hidrocefalia, apresentaram uma diminuição.

O relatório refere ainda para uma tendência de subida da prevalência de anomalias consoante a idade da mãe avança, tal como é mostrado por resultados internacionais. A subida mostra-se moderada entre os 35-39 anos e é mais acentuada após os 40.
 

Esta análise demonstra mais uma vez que são as anomalias cromossómicas (como a Síndrome de Down) que mais aumentam em função da idade materna, sendo especialmente elevadas após os 40 anos de idade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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