Animais poderão ajudar crianças autistas na interação social

Estudo publicado na revista “PLoS One”

04 março 2013
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Animais de estimação poderão ajudar crianças com autismo a relacionar-se com outras pessoas, revela um estudo levado a cabo por investigadores da University of Queensland, na Austrália, e publicado na revista científica “PLoS One”.
 

Estudos anteriores haviam já demonstrado tendência para nos mostrarmos mais amistosos em relação a uma pessoa a passear um cão do que sozinha. O mesmo efeito foi notado com pessoas acompanhadas por animais mais pequenos, como um coelho ou uma tartaruga.
 

Neste estudo, investigadores australianos analisaram e compararam os níveis de interação de crianças autistas, com idades compreendidas entre os cinco e os 13 anos, com adultos e outras crianças sem autismo numa sala com brinquedos ou com dois porquinhos-da-Índia.
 

O estudo revelou que, quando os porquinhos-da-Índia estavam presentes na sala, as crianças com autismo apresentavam maior predisposição para falar e estabelecer contacto visual e físico com outras pessoas. Além disso, respondiam com maior facilidade às tentativas de brincadeira de outras crianças.
 

A presença dos animais deu origem a mais sorrisos e gargalhadas, caras menos fechadas e menos queixas e choro por parte das crianças autistas.
 

De acordo com Marguerite O’Haire, uma das investigadoras envolvidas no estudo, o efeito positivo que os animais exercem sobre crianças com autismo encoraja-as a interagir com terapeutas, professores e outros adultos.
 

Isto pode ser pertinente para a integração das crianças autistas no ambiente escolar. “Para as crianças [com autismo], o ambiente na sala de aula pode ser uma fonte de ansiedade e intimidador, devido às questões de socialização e vitimização por parte dos seus pares”, referem os investigadores em comunicado enviado à imprensa. “Se um animal for capaz de reduzir esta ansiedade ou conseguir alterar de forma artificial a perceção da criança em relação à sala de aula e aos seus ocupantes, então a criança [com autismo] poderá sentir-se mais à vontade e aberta a abordagens de socialização.”
 

O efeito de “lubrificador social” desempenhado pelos animais ao nível da interação entre pessoas pode ser especialmente relevante para indivíduos com problemas sócio-emocionais, concluem os autores do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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