Animais de estimação fazem-nos mais felizes e saudáveis

Estudos publicados no “Journal of Personality and Social Psychology”

18 julho 2011
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Os animais domésticos oferecem apoio social e emocional às pessoas, segundo três estudos norte-americanos publicados na edição on-line do “Journal of Personality and Social Psychology”.

 

Em três estudos, liderados por Allen McConnel, da Universidade de Miami, EUA, os cientistas decidiram avaliar os possíveis benefícios de se conviver com um animal de estimação.

 

O estudo indicou que donos de cães, gatos e outros animais de estimação mantêm uma relação tão próxima com as pessoas como a que têm com os seus animais, o que aponta que este tipo de interacção não é desenvolvido em função das relações humanas.

 

Nos três estudos diferentes foram encontradas provas consistentes de que os animais representam importantes relações sociais, conferindo benefícios significativos para os seus donos. Num dos estudos, envolvendo 217 pessoas que tinham animais, foi verificado que estas apresentaram maior auto-estima, uma maior aptidão física, sentiam menos solidão, eram conscientes e sociáveis, e tinham estilos saudáveis de relacionamento (isto é, eram menos temerosos e menos preocupados do que não tinham animais de estimação). Outro dado interessante do estudo foi que os donos de animais relataram ter recebido tanto apoio dos seus animais como dos seus familiares (por exemplo, irmãos, pais), e relataram estar mais perto dos seus animais, do mesmo modo que estavam perto de outras pessoas.

 

Assim, de acordo com os cientistas, “as pessoas não se voltam para os animais de estimação porque o seu apoio social humano é pobre - em vez disso, os donos parecem estender as suas competências sociais e humanas em geral para os seus animais de estimação”.

 

Numa outra análise, os cientistas avaliaram experimentalmente a capacidade de os animais de estimação provocarem benefícios às pessoas. Nesta experiência, 97 donos de animais realizaram o seguinte teste: alguns foram induzidos a sentir-se socialmente rejeitados, enquanto outros não. No teste, os donos ou escreviam sobre os seus animais, ou sobre os seus melhores amigos, ou desenhavam um mapa (uma condição de controlo).

 

Como esperado, aqueles que desenharam um mapa depois de experimentarem rejeição social sentiram-se pior no final da experiência. No entanto, aqueles que escreveram sobre os seus cães eram tão felizes como os que escreveram sobre o seu melhor amigo (os dois grupos não mostraram quaisquer sentimentos negativos, mesmo após a experiência de rejeição induzida). Em suma, pensar num animal de estimação afasta a negatividade que acompanha o isolamento social de forma tão eficaz como o pensamento sobre o nosso melhor amigo.

 

"Os estudos revelam provas consideráveis que os animais de estimação beneficiam a vida dos seus donos, tanto no âmbito psicológico como no físico, já que representam uma importante fonte de apoio social", concluíram os cientistas, em comunicado enviado à imprensa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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