Anel magnético alivia sintomas de doença de refluxo gastro-esofágico

Estudo realizado pelo Hospital da Universidade de Stony Brook

05 março 2014
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Os pacientes com doença de refluxo gastro-esofágico podem contar com um inovador procedimento laparoscópico que é capaz de aliviar esta condição e que consiste no implante de um anel com esferas magnéticas que ajudam a impedir o refluxo gástrico.
 

A doença de refluxo gastro-esofágico é caracterizada por ardência, regurgitação, dores de garganta, tosse e dor no tórax. Quando não é tratada, esta doença pode conduzir a complicações graves como esofagite, esófago de Barret e cancro do esófago.
 

Através da utilização de uma banda flexível constituída por pequenas esferas de titânio com núcleos magnéticos, os cirurgiões do Hospital da Universidade de Stony Brook, nos EUA, colocaram a banda em torno do esófago dos pacientes, mesmo acima do estômago. A atração magnética entre as esferas fortalece a função enfraquecida do anel muscular conhecido por esfíncter esofágico, que separa o esófago do estômago.
 

A banda é suficientemente forte para permitir que os alimento e líquidos passem para o estômago, mas fecha imediatamente após a ingestão para restaurar a barreira magnética ao refluxo. Após a realização deste procedimento, os pacientes são capazes de retomar uma dieta normal e são habitualmente capazes de recuperar, em menos de uma semana, as suas atividades.
 

"Este novo procedimento representa um grande avanço na capacidade de tratar os pacientes que sofrem de doença de refluxo gastro-esofágico. Para além de termos obtidos excelentes resultados clínicos, este procedimento fornece, comparativamente com a cirurgia tradicional, muitos benefícios”, revelou, em comunicado de imprensa, a professora de cirurgia do Hospital da Universidade de Stony Brook, Aurora Pryor.
 

“A doença de refluxo gastro-esofágico é causada por uma anomalia mecânica e necessita de solução igualmente mecânica, que pode ser conseguida através deste procedimento minimamente invasivo”, disse uma outra cirurgiã do mesmo hospital, Dana Telem.
 

Esta banda magnética, denominada por LINX, foi aprovada em março de 2012 pela FDA após ter sido desenvolvida e testada ao longo de 10 anos. Num dos ensaios clínicos realizados, 90% dos pacientes conseguiu diminuir o tempo de exposição ao ácido, e 93% relatou ter, nos dois anos que se sucederam ao implante da banda, uma redução de cerca de 50% ou mais da doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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