Andy, o robô que ri

Cientista cria cabeça robótica que imita expressões humanas

19 fevereiro 2003
  |  Partilhar:

Andy sorri quando alguém lhe lança um sorriso. Mas, se por acaso passar por ele com um ar carrancudo, imediatamente Andy muda de expressão e passa a fazer má cara. É incapaz de dizer uma única palavra, mas comunica com expressões, Andy é apenas um robô. Ou melhor, a cabeça de um robô.
 

 

É uma versão actualizada de um projecto conduzido por David Hanson, da Universidade do Texas em Dallas, em parceria com o JPL (Laboratório de Propulsão a Jacto, da Nasa). Hanson, um ex-funcionário da Disney, apresentou esta semana o Mett K-bot, provavelmente a mais sofisticada cabeça de robô já desenvolvida até hoje.
 

 

Esta cabeça robótica possui câmaras por trás dos olhos que acompanham os movimentos. E são os programas sofisticados que coordenam os movimentos por baixo de uma pele sintética, auxiliando a simulação de expressões faciais que representam as reacções emocionais humanas.
 

 

Em declarações à BBC, Hanson refere que o Andy, ou Mett K-bot, como também é denominado, vai poder sorrir, olhar com desdém ou mesmo entortar os olhos. Os 24 motores musculares podem reagir em menos de um minuto, imitando uma pessoa.
 

 

Com dois quilos de peso, o robô foi apresentado no Encontro Anual da Associação Americana para os Avanços da Ciência (AAAS, sigla em inglês), em Denver.
 

 

Os especialistas que participam do encontro também eles estão só agora a ter contacto com as últimas novidades no mercado de tecnologia. «Esta é a cara dos robôs sociais», disse David Hanson, que está a construir o robô como parte integrante dos seus estudos de pós-graduação.
 

 

Os componentes mais importantes do robô de Hanson custaram menos de 400 euros. Mas o autor do projecto acredita que os custos possam ainda ser bastante mais reduzidos. «O objectivo é que esse robô se transforme na principal tecnologia de produção de massa. Se o peso e o tamanho da cabeça deste protótipo forem reduzidos, os robôs vão poder ser distribuídos em laboratórios científicos com mais facilidade.»
 

 

 

Quando isto acontecer, Hanson acredita que o desenvolvimento da cabeça robô seja mais rápido. A unidade básica vai se tornar a plataforma para outras experiências, como o desenvolvimento de músculos artificiais que podem vir a ter um papel importante na medicina —oferecendo próteses a pessoas que perderam membros com funcionalidade similar à dos originais.
 

 

Apesar da novidade e do espanto, os robôs com algumas características biomiméticas (humanas) já são vulgares hoje em dia. É só pensarmos em certos brinquedos. Mas falta percorrer um longo caminho até que estes engenhos possam ter funções sociais.
 

 

Os cientistas continuam empenhados para que esta passe a ser uma realidade. A NASA, a agência espacial americana, está também a desenvolver o conceito do robonauta. Isto quererá dizer que, a curto prazo, será possível enviar para em perigosas missões espaciais um robô com forma humana, em vez de seres humanos. E, em terra ficaria o «astronauta» que controlaria o «robonauta» como se fosse ele mesmo que estivesse a pisar solo de outro planeta.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.