Andropausa é pura preguiça

Depressão e falta de libido ligada a estilo de vida

16 setembro 2003
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A andropausa, o equivalente masculino à menopausa, é um mito. Segundo um novo estudo, o mais provável é que os sintomas dos homens sejam causados por preguiça e um estilo de vida pouco saudável.
 

 

Ao chegar à meia-idade, alguns homens queixam-se de sintomas como calores, depressão e falta de libido -semelhantes aos que sofrem as mulheres durante a menopausa e que são devidos a mudanças hormonais.
 

 

Mas, segundo investigadores norte-americanos, é mais provável que esses sintomas sejam causados por hábitos como consumo de tabaco e álcool em excesso, assim como aumento de peso.
 

 

Problemas como diabetes, doenças cardíacas e depressão provavelmente têm maior impacto sobre os níveis de testosterona do que o envelhecimento, dizem os cientistas.
 

 

Para o professor John McKinlay, a andropausa masculina é pura «invenção». Segundo o especialista, em entrevista à BBC, são as empresas farmacêuticas que ganham dinheiro com
 

o mito de que alguns homens precisam de tratamento hormonal.
 

Segundo o professor, o estudo que liderou mostra que os homens não sofrem a mesma baixa dos níveis hormonais como as mulheres na meia idade.
 

 

McKinlay, do New England Research Institutes, em Watertown, Massachusetts, pesquisou dados de um estudo sobre envelhecimento masculino, que avaliou 1,5 mil homens. Segundo o cientista, os níveis de hormonas masculinas caem gradualmente com o envelhecimento - cerca de um por cento ao ano -, e não há provas da existência de uma síndroma.
 

 

Cerca de cinco por cento dos homens mostraram sinais de hipogonadismo, um deficiente funcionamento endócrino das gónadas, tanto masculinas como femininas. «A noção de menopausa masculina ou crise de meia-idade tem sido discutida ao longo de muitas. Mas, a verdade, é que no mundo inteiro, o envelhecimento masculino está a gerar interesse público e também um mercado lucrativo», explicou o especialista.
 

 

Mas se o envolvimento farmacêutico está a produzir novos tratamentos, como a reposição de testosterona, a verdade é que ainda não existem provas concretas da existência de uma doença.
 

 

Para este especialista, só se saberá mais sobre a doença quando for feita a a avaliação de homens que fizeram um tratamento de testosterona. «Não basta observar um tratamento de laboratório», disse McKinlay a um jornal local.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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