Andar de bicicleta pode prejudicar fertilidade masculina

Ciclismo intensivo causa anormalidades no aparelho sexual, revela estudo

03 dezembro 2002
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Andar de bicicleta frequentemente pode afectar a fertilidade masculina, de acordo com um pequeno estudo austríaco que acrescenta novos dados ao debate sobre os efeitos do ciclismo no aparelho sexual masculino.
 

 

O estudo sugere que os solavancos e as vibrações frequentes quando se anda de bicicleta em piso irregular podem causar anormalidades no aparelho sexual dos homens, incluindo pequenas cicatrizes no escroto e uma débil produção de esperma.
 

 

As deficiências foram detectadas em ciclistas profissionais e outros praticantes frequentes deste desporto que pedalam pelo menos 4.800 quilómetros por ano (uma média de mais de duas horas por dia, seis dias por semana).
 

 

Ferdinand Frauscher, urologista na Universidade do Hospital de Innsbruck (Áustria), estudou 55 ciclistas que preenchiam estes requisitos e descobriu que quase 90 por cento apresentavam contagens de esperma baixas e anormalidades no escroto.
 

 

Apenas 26 por cento dos 35 não ciclistas incluídos no estudo apresentavam problemas semelhantes, de acordo com a investigação apresentada na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte.
 

 

Se as anormalidades detectadas eram suficientemente graves para dificultar a concepção de um filho permanece incerto, embora alguns dos ciclistas estudados referissem ter tido problemas nesse campo, afirmou Frauscher.
 

Este estudo analisou a fertilidade e não a impotência, que foi relacionada com o ciclismo num estudo da Universidade de Boston largamente divulgado em 1997.
 

 

Embora alguns investigadores considerassem estes resultados exagerados, o estudo desencadeou o nascimento de uma mini indústria de selins de bicicleta desenhados para evitar a compressão das artérias do pénis.
 

 

No entanto, este novo desenho não diminui os problemas detectados pelo estudo austríaco no escroto dos ciclistas, que são causados pelos solavancos do terreno e não pela compressão das artérias.
 

 

Frauscher considerou que os homens não devem deixar de andar de bicicleta devido a este estudo, mas podem considerar investir em aparelhos que absorvam o choque ou em sistemas de suspensão concebidos para reduzir os solavancos.
 

 

Alguns especialistas já contestaram os resultados da investigação austríaca por assentar numa amostra muito reduzida, o que torna o estudo inconclusivo.
 

 

Fonte: Lusa
 

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