Anatomia do cérebro poderá ajudar no diagnóstico do autismo

Estudo publicado nos “Archives of General Psychiatry”

17 maio 2009
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As crianças com autismo parecem ter uma hipertrofia das amígdalas cerebrais, uma área do cérebro que está relacionada com o reconhecimento facial e com as emoções, revela um estudo publicado nos “Archives of General Psychiatry”.

 

Os investigadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, acrescentam que esta anomalia cerebral está associada à capacidade de prestar atenção e de partilhar experiências com as outras pessoas.

 

Para este estudo, os investigadores, liderados pelo Joseph Piven, realizaram ressonâncias magnéticas a 50 crianças autistas e a 33 crianças que não sofriam desta condição. Aos dois e aos quatro anos de idade, as crianças foram também alvo de testes relativos a certas características comportamentais do autismo. Estes testes incluíram a medição da atenção conjunta (em inglês “joint attention”), um processo no qual é dado um alerta a outra pessoa através de estímulos não verbais, como o olhar.

 

O estudo revelou que, em comparação com o grupo de controlo, as crianças autistas com dois e com quatro anos de idade tinham uma maior probabilidade de ter as amígdalas cerebrais hipertrofiadas. No entanto, não foi encontrada nenhuma relação entre o tamanho das amígdalas e outros comportamentos sociais, como gestos ou rituais sociais.

 

Em declarações ao sítio HealthDay, Joseph Piven, revela que “este estudo ajuda a clarificar o mecanismo cerebral que está na base dos défices sociais do autismo.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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