Análise sanguínea prevê risco de morte prematura

Estudo publicado na revista “Cell Systems”

27 outubro 2015
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Uma única análise ao sangue pode revelar se um indivíduo saudável está em risco de morrer de pneumonia ou sépsis nos próximos 14 anos. O estudo publicado na revista “Cell Systems” identificou um subproduto molecular da inflamação, denominado por GlycA, que parece prever o risco de morte prematura devido a infeções.
 
O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, sugere que níveis elevados de GlycA no sangue são indicadores de um estado crónico de inflamação que pode ser causado por um nível baixo de inflamação ou uma resposta imunitária hiperativa. A inflamação danifica o organismo, que torna os indivíduos mais suscetíveis a infeções severas. 
 
“Como investigadores biomédicos, queremos ajudar as pessoas, e há poucas coisas mais importantes do que identificar se um indivíduo aparentemente saudável está na verdade em risco aumentado de doença ou morte. Queremos interromper este risco, e para tal temos de entender o que este biomarcador de doença está realmente a dizer-nos”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Michael Inouye.
 
Na opinião dos investigadores são necessários mais estudos para descobrir os mecanismos envolvidos na ligação entre a GlycA a inflamação e a morte prematura.
 
“Ainda temos muito trabalho para fazer para entender se podemos modificar este risco de alguma forma. Pessoalmente não gostaria de saber que tenho um risco elevado de morte ou doença se não houvesse nada que pudesse ser feito”, disse, um outro autor do estudo, Johannes Kettunen.
 
Os investigadores explicam que para planear um curso do tratamento, é necessário saber se os níveis elevados de GlycA são o resultado de uma reação crónica a baixos níveis de infeção microbiana ou uma reação aberrante da resposta inflamatória do próprio organismo.
 
"Este estudo é um exemplo dos progressos que podem ser alcançados quando voluntários altruístas, médicos, tecnólogos, e cientistas trabalham juntos, mas temos o potencial de fazer muito mais, e para tal são necessárias estratégicas interdisciplinares em grande escala”, conclui o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
 
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