Análise sanguínea ajuda a prever esperança de vida

Estudo apresentado nas sessões do American Heart Association 2013

22 novembro 2013
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Um simples teste sanguíneo pode prever quem se encontra em maior risco de desenvolver problemas cardíacos e determinar a sua esperança de vida, revela um estudo apresentado nas sessões científicas do American Heart Association 2013.  
 

Neste estudo, os investigadores do Intermountain Medical Center Heart Institute e do Women's Hospital, nos EUA, utilizaram a escala de risco do hemograma completo , uma ferramenta de baixo custo que utiliza toda a informação desta análise comum ao sangue, inclusive dados frequentemente subaproveitados.
 

Há muito que os médicos utilizam este tipo de análise, mas ainda não tinham compreendido que o conjunto de todos os seus componentes fornecia informação sobre a esperança de vida. “Os médicos podem agora fornecer um melhor atendimento utilizando a escala de risco do hemograma completo como método de referência para avaliar se, no futuro, os pacientes poderão ter problemas cardíacos que conduzam à morte”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Benjamin Horne.
 

“Entre os indivíduos saudáveis, a escala de risco pode ajudar os médicos a identificar que pacientes estão em maior risco, assim como aqueles que devem ser acompanhados mais de perto. A escala de risco também ajuda na identificação dos indivíduos que estão em menor risco e que não necessitam de cuidados especiais”, explicou ainda o investigador.
 

Para o estudo, os investigadores utilizaram dados deste tipo de análise sanguínea de indivíduos que tinham participado num ensaio denominado por JUPITER. Este ensaio incluiu a participação de 17.000 indivíduos, oriundos de 26 países diferentes, que foram acompanhados ao longo de um máximo de cinco anos. Os participantes incluídos no estudo não tinham sido diagnosticados com doença cardiovascular, apresentavam níveis normais do colesterol HDL, mas tinham níveis elevados de proteína C reativa, um marcador da inflamação associado à doença cardiovascular.  
 

Após terem aplicado a escala de risco do hemograma completo aos indivíduos incluídos no ensaio, os investigadores verificaram que esta poderia ser uma ferramenta útil para prever o risco de morte .
 

Os investigadores referem que as escalas de risco criadas são úteis, mas muitas vezes não são utilizadas pelos profissionais de saúde, devido ao tempo e à complexidade da recolha dos dados. Contudo, esta nova escala de risco que combina os dados do hemograma completo com o perfil metabólico básico sanguíneo,  foi criada para fornecer informação útil para que os médicos consigam utilizar facilmente a escala enquanto continuam a cuidar dos pacientes.
 

“Agora temos uma forma padrão de avaliar o risco de mortalidade em todas as pessoas, e não apenas naquelas com antecedentes cardiovasculares. Um dos benefícios desta escala de risco é que utiliza informação clínica familiar, padronizada e em formato eletrónico. O custo financeiro também é quase nulo porque a maioria dos pacientes já foram submetidos a este tipo de análise”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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