Analgésicos podem diminuir recorrência de infeções urinárias

Estudo apresentado no encontro da Sociedade Americana de Microbiologia

21 maio 2014
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A toma de analgésicos pode ajudar a diminuir a recorrência de infeções urinárias, defende um estudo apresentado durante o encontro anual da Sociedade Americana de Microbiologia.
 

Os investigadores estimam que metade das mulheres é afetada por infeções urinárias, a segunda infeção bacteriana mais comum, em algum ponto das suas vidas. Adicionalmente 20 a 40% das pacientes são afetadas por infeções recorrentes. Caso estas infeções se disseminem para os rins e corrente sanguínea podem dar origem a complicações graves.
 

Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, já tinham constatado, em estudos realizados em ratinhos, que a reação excessiva do sistema imunológico no início da infeção poderia aumentar a vulnerabilidade a infeções subsequentes.
 

Agora neste estudo a mesma equipa de investigadores constatou que um tipo de células imunitárias, os neutrófilos, contribuía significativamente para a ocorrência de infeções repetidas. Na ânsia de invadir a bexiga para combater a infeção, os neutrófilos danificam o revestimento do órgão, o que permite que outras bactérias estabeleçam infeções severas.
 

Os investigadores também constataram que os ratinhos com suscetibilidade aumentada a infeções recorrentes apresentavam uma maior quantidade de moléculas inflamatórios na bexiga, comparativamente com aqueles resistentes à recorrência de infeções.
 

Após terem tratado os ratinhos com fármacos capazes de bloquear fatores inflamatórios bem conhecidos, os investigadores verificaram que os inibidores da COX-2 (proteína imune envolvida na inflamação) reduziam drasticamente a suscetibilidade dos animais às infeções.
 

Os investigadores analisaram ainda o efeito da inibição da COX-2 na resposta imune na bexiga tendo verificado que os neutrófilos continuavam a chegar a este órgão em elevado número, mas causavam menos danos. Estes resultados sugerem que os inibidores desta proteína são capazes de atingir seletivamente os efeitos prejudiciais da inflamação, enquanto mantêm as respostas benéficas.
 

“Caso estes resultados se confirmem em ensaio clínicos, os pacientes podem beneficiar deste efeito rapidamente. Contudo, para já, é importante relembrar que as infeções urinárias são sérias, e a toma de antibióticos é frequentemente necessária. Os pacientes não devem tratar estas infeções sem aconselhamento médico”, conclui um dos autores do estudo, Thomas Hanna.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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