Analgésicos podem causar surdez nas mulheres

Estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”

17 setembro 2012
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Os analgésicos podem temporariamente aliviar a dor, contudo, por vezes, estes podem causar a perda de audição nas mulheres, sugere um estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”.


Os analgésicos são um tipo de fármacos comumente utilizados em diversas condições que têm por alvo os sistemas nervoso central e periférico. Estes podem incluir o acetaminofeno (paracetamol), fármacos anti-inflamatórios não esteróides e opióides.


Neste estudo, os investigadores da Brigham and Women's Hospital, nos EUA, acompanharam, ao longo de 14 anos, 62.261 mulheres, com idades compreendidas entre os 31 e 48 anos, para avaliar se havia alguma associação entre a frequência da toma de analgésicos e a perda auditiva.


O estudo apurou que, contrariamente às mulheres que tomavam um tipo de anti-inflamatório não esteróide, o ibuprofeno, menos de uma vez por semana, as que tomavam duas ou três vezes tinham um risco 13% maior de perder a audição. As participantes que tomavam entre quatro a cinco vezes e seis ou mais dias por semana tinham um risco 21% e 24% maior, respetivamente, de perder a audição.


Os investigadores verificaram que, comparativamente com as mulheres que apenas tomavam acetaminofeno menos de uma vez por semana, as que tomavam duas a três vezes este tipo de fármaco tinham um risco 11% maior de perder a audição e as que tomavam durante quatro a cinco dias tinham um risco 21% maior.


A líder do estudo, Sharon G. Curhan, sugere que estes resultados poderão ser explicados pela redução do fluxo sanguíneo para a cóclea, no caso dos anti-inflamatórios não esteroides e a depleção de fatores que protegem este órgão de danos aquando da toma de acetaminofeno.


De acordo com a investigadora, como este tipo de fármacos é de fácil acesso, não sendo necessária a sua prescrição, tal não significa que não existam efeitos secundários associados. Assim, Sharon G. Curhan refere que este tipo de fármacos não deve ser tomado sem aconselhamento médico.


A investigadora acrescenta que, caso as pessoas tenham necessidade de tomar este tipo de fármacos, devem discutir com os médicos sobre os seus riscos e benefícios e avaliar outras possíveis alternativas.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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