Analgésicos aumentam risco de disfunção erétil

Estudo publicado na revista “Spine”

21 maio 2013
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A toma prolongada de analgésicos opióides para dores de costas está associada a um maior risco de disfunção erétil, sugere um estudo publicado na revista “Spine”.
 

Os homens com dores crónicas têm, por vezes, disfunção erétil causada por depressão, tabagismo, idade ou hipogonadismo associado à toma de opióides (baixos níveis de testosterona devido ao uso de analgésicos).
 

Contudo, segundo os investigadores do Kaiser Permanente Center for Health Research, nos EUA, pouco se sabia, até à data, sobre a frequência da disfunção erétil nos homens com dores de costas e quais os fatores de risco que poderiam ser importantes.
 

Assim, neste estudo os investigadores, liderados por Richard A. Deyo, analisaram os registos médicos de 11.327 homens com dores de costas para averiguar se os homens que tomavam analgésicos também eram os mais propensos a fazerem terapia de substituição com testosterona ou tomarem outro tipo de medicação para a disfunção erétil.
 

Os investigadores analisaram, para cada paciente, os registos de medicação seis meses antes e após este terem ido a uma consulta médica por causa das dores de costas.
 

O estudo apurou que mais de 19% dos pacientes que tomavam elevadas doses de opióides, durante pelo menos quatro meses, também estavam a fazer substituição com testosterona ou a tomar outro tipo de medicação para a disfunção erétil. Apenas 7% dos pacientes que estavam a fazer medicação para a disfunção erétil não estavam a tomar opióides.
 

Relativamente aos homens que tomavam baixas doses de opióides, durante pelo menos quatro meses, 12% receberam prescrição médica para o tratamento da disfunção erétil.
 

Os autores do estudo também constataram que fatores como idade maior que 60 anos, depressão, ou toma de indutores do sono, estavam também independentemente associados à disfunção erétil. A idade foi o fator mais relevante, os homens que tinham entre 60 e 69 anos tinham uma propensão 14 vezes maior de fazer medicação para a disfunção erétil, comparativamente com aqueles que tinham entre 18 e 29 anos.
 

No entanto, quando os efeitos destes fatores não foram tidos em conta, foi constatado que os pacientes que tomavam elevadas doses de opióides continuavam ainda a ser 50% mais propensos a tomar a medicação para a disfunção erétil, comparativamente com os homens que não tomaram analgésicos.
 

O investigador refere que apesar de terem encontrada esta associação, não significa necessariamente que os analgésicos realmente podem causar disfunção erétil, mas é "algo que os pacientes e os médicos devem estar cientes na altura de decidir se os opióides devem ser usados para tratar a dor de costas."
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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