Amputado sentiu pela primeira vez em tempo real

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

10 fevereiro 2014
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Pela primeira vez no mundo, um amputado conseguiu, através de uma mão biónica ligada ao nervos da parte superior do braço, sentir em tempo real enquanto manipulava objetos, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

“O feedback sensorial foi incrível. Fui capaz de sentir coisas que já não sentia há nove anos. Quando agarrei num objeto pude sentir se era mole ou duro, redondo ou quadrado”, revelou em comunicado de imprensa, Dennis Aabo Sørensen, que perdeu a mão enquanto manuseava fogo-de-artifício.
 

Esta revolucionária mão biónica, que tem sensores que detetam informação sobre tato, foi desenvolvida pelos investigadores da Escola Superior de Sant’Anna, em Itália. Esta inovação foi conseguida através da medição da tensão nos tendões artificiais que controla o movimento do dedo, e posterior tradução em corrente elétrica.
 

Contudo, o sistema nervoso não era capaz de interpretar este sinal elétrico. Assim, através de um algoritmo computacional, os investigadores, liderados por Silvestro Micera, foram capazes de transformar este sinal elétrico em impulsos capazes de ser interpretados pelos nervos sensoriais. A sensação de toque foi conseguida pelo envio destes sinais através de quatro elétrodos que foram implantados cirurgicamente nos nervos da parte superior do braço.
 

Após terem colocado os elétrodos, Dennis Aabo Sørensen foi submetido durante 19 dias a testes médicos. Posteriormente a mão biónica foi ligada a estes elétrodos.
 

“Esta foi a primeira vez em neuroprostética que o feedback sensorial foi restaurado e utilizado em tempo real por um amputado para controlar um membro artificial”, revelou em comunicado de imprensa, Silvestro Micera.
 

Os autores do estudo referem que de forma a tornar esta mão biónica comercializável, os próximos passos passam por criar uma miniatura dos componentes eletrónicos, bem como melhorar a sensação de toque.
 

Por questões de seguração impostas pelos ensaios clínicos, Dennis Aabo Sørensen teve de retirar a mão biónica. “Fiquei muito contente por ter participado neste ensaio clínico, não só por mim, mas também para ajudar os outros amputados”, disse.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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