Amostra de sangue pode detetar cancro

Estudo publicado na revista “Cancer Cell”

16 novembro 2015
  |  Partilhar:
Um novo teste de ARN das plaquetas pode ser utilizado para detetar, classificar e identificar a localização do cancro apenas através de uma gota de sangue, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Cell”.
 
"Ser capaz de detetar o cancro numa fase precoce é vital. Estudámos como um novo teste sanguíneo pode ser utilizado para detetar o cancro, podendo no futuro tornar desnecessária a recolha de uma amostra de tecido celular invasiva no diagnóstico do cancro do pulmão, por exemplo” revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Jonas Nilsson.
 
“No estudo, foram identificadas todas as formas de cancro, o que prova que este teste sanguíneo tem um grande potencial para melhorar a deteção precoce do cancro”, acrescentou o investigador.
 
Em colaboração com cientistas holandeses e americanos, os investigadores da Universidade de Umeå, na Suécia, analisaram como um novo teste de ARN realizado num tipo de células sanguíneas, as plaquetas, poderia ser utilizado para detetar e classificar o cancro.
 
Na opinião dos autores do estudo, os resultados encontrados demonstraram que as plaquetas podem constituir uma fonte de sangue completa e acessível para amostragem, podendo ser utilizadas para o diagnóstico do cancro, bem como ajudar na escolha do tratamento.
 
Para o estudo os investigadores retiraram amostras de sangue a 283 indivíduos, dos quais 228 tinham cancro e 55 não apresentavam qualquer evidência desta doença. Ao comparar os perfis de ARN das amostras de sangue, os investigadores foram capazes de identificar a presença de cancro com uma precisão de 96%. Entre os 39 pacientes em que o cancro tinha sido detetado precocemente, foi possível identificar e classificar 100% dos casos.
 
A utilização deste método nos testes de acompanhamento permitiu que os investigadores identificassem a origem dos tumores com uma precisão de 71% em pacientes diagnosticados como cancro no pulmão, mama, pâncreas, cérebro, fígado, cólon e reto.
 
As amostras também foram agrupadas em subdivisões dependendo das diferenças moleculares da forma de cancro, um processo que pode ter grande utilidade na escolha do método de tratamento.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.