Amar faz emagrecer

Estar feliz também «alimenta» o corpo

17 fevereiro 2003
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Não vale a pena fazer dietas e exercício físico em demasia, porque o melhor remédio para quem quer emagrecer é a paixão. Segundo um estudo, apresentado na revista «Dimagrire» («Emagrecer»), nada melhor que o amor para ajudar a perder os quilos extras, dizem especialistas italianos.
 

 

Oito em cada dez italianos descobriram que o interesse por uma nova pessoa é a melhor maneira para homens e mulheres ficarem em forma. A equipa editorial da revista ouviu cerca de 74 especialistas italianos em emagrecimento para elaborar o artigo.
 

 

Chocolates, doces e outras fontes de hidratos de carbono estimulam os neurotransmissores que causam um sentimento generalizado de bem-estar, mas, ao mesmo tempo, também são bastante calóricos, explicou o nutricionista Amleto D''Amicis.
 

 

Mas, caso esteja apaixonado, o organismo não precisa deste tipo de alimento para chegar ao bem-estar, refere o especialista.
 

 

Mas os efeitos de emagrecimento provocados pelo romance não duram para sempre. Para um terço dos italianos, os quilos voltam depois do casamento, e para 23 por cento, o primeiro filho traz de volta os quilos perdidos tanto para a mãe como para o pai. Poucas pessoas - cerca de 12 por cento- nunca mais engordam.
 

 

Sexo a menos
 

 

E, se o amor, além de promover a felicidade, também diminui uns quilos, já na questão das relações sexuais a história é outra. Uma pesquisa do Instituto Kinsey, nos Estados Unidos, afirma que as mulheres actuais têm relações sexuais com uma frequência menor do que as mulheres da década de 1950.
 

 

O estudo indicou que 42 por cento das mulheres que moram com os companheiros têm relações sexuais duas ou três vezes por semana. De acordo com os investigadores, embora as estatísticas não possam ser utilizadas para uma comparação directa, a actividade sexual das mulheres era maior há 50 anos.
 

 

À partida, e devido à liberalização sexual ocorrida no século XX, as mulheres deveriam ter atingido outra atitude em relação ao sexo. Mas, esta tendência nada tem a ver com as mudanças de mentalidade ou até com a liberalização sexual trazida pelos métodos de contracepção. Para os autores do estudo as exigências da vida moderna deixam as mulheres com pouco tempo ou sem energia e, por isso, o sexo acaba por ser posto de lado.
 

 

Os autores do estudo lembram que, há 50 anos, a maioria das mulheres eram donas-de-casa e tinham mais tempo livre. Além disso, segundo a pesquisa, a participação feminina no mercado de trabalho era menor e os aparelhos de televisão raros.
 

 

Hoje, muitas mulheres realizam as tarefas domésticas e, ao mesmo tempo, têm um emprego fixo. De acordo com o estudo, o pouco tempo livre é gasto, na maioria das vezes, em compras, ginástica ou a ver televisão.
 

 

As informações do estudo foram obtidas em entrevistas por telefone com 853 mulheres, com idade entre 20 e 65 anos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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