Amamentar pode ser benéfico para mulheres vítimas de cancro na infância

Estudo publicado no “Journal of Cancer Survivorship”

27 janeiro 2011
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A amamentação pode ajudar as mulheres que sofreram algum tipo de cancro durante a infância, sugere um estudo publicado no ”Journal of Cancer Survivorship”.

 

Na meta-análise (revisão de vários estudos sobre o tema), realizada por investigadores do St. Jude Children’s Research Hospital, em Memphis, EUA, foi pesquisado se as mulheres podiam amamentar com sucesso após o tratamento a um cancro sofrido na infância; quais seriam os efeitos a longo prazo do tratamento oncológico na saúde das mulheres em geral, e como a amamentação poderia ajudar a reduzir o risco e impacto da toxicidade relacionada com os tratamentos realizados.

 

Verificaram que a amamentação exerce boas influências na densidade mineral óssea, factores de risco de síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares e tumores secundários, condições decorrentes de terem sofrido cancro numa fase tão precoce da vida. Em comunicado de imprensa, Susan Ogg, membro da equipa de investigadores, afirma que em conjunto com os conselhos amplamente prescritos de “comer muitas frutas e vegetais, não fumar, usar protecção solar adequada, praticar sexo seguro e fazer exercício físico, as mulheres -que sobreviveram a cancro infantil e são fisicamente capazes - devem ser activamente encorajadas a amamentar para se protegerem contra os muitos efeitos duradouros do tratamento oncológico”.

 

De acordo com os dados do estudo, estima-se que um em cada 640 jovens adultos, entre os 20 e 39, tenha sobrevivido a um cancro infantil, devido, em grande parte, aos avanços na terapia contra o cancro. Especificamente, 80% das crianças e adolescentes tratados com terapias modernas irão sobreviver. Este número crescente de sobreviventes provoca desafios significativos à saúde, incluindo uma variedade de efeitos adversos do cancro em si e do seu tratamento. Estes efeitos tardios incluem o comprometimento do crescimento e do desenvolvimento, disfunção orgânica, dificuldades reprodutivas, assim como um aumento do risco de recorrência de cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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