Amamentação prejudicada por marketing agressivo da indústria

Rede International Baby Food Action Network

06 janeiro 2014
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A indústria de alimentos para bebés está a prejudicar a amamentação em Portugal através de práticas de “marketing agressivo”, considera a rede internacional pró-alimentação infantil International Baby Food Action Network (IBFAN).

 

A rede IBFAN foi fundada em 1979, com apenas seis membros. Atualmente integra 278 grupos que se encontram espalhados por 163 países. Em Portugal, a rede encontra-se presente desde junho do ano passado.

 

“O marketing cruel usado pela indústria de alimentos para bebés em Portugal prejudica direta e indiretamente a amamentação, que é um direito humano”, disse à agência Lusa a coordenadora da organização em Portugal, Jacqueline Montaigne. É “chocante a falta de consciência e cumprimento do código de marketing”, acrescenta ainda a responsável.

 

Segundo informação do site português da rede IBFAN “o nosso objetivo consiste em melhorar a saúde das crianças e bebés em Portugal, através da promoção, suporte e proteção do aleitamento materno”.

 

Ainda de acordo com a organização, “as implicações financeiras de não amamentar são vastas, especialmente em alturas de crise económica, uma vez que o leite materno é gratuito e as empresas que produzem os leites artificiais tentam prejudicar a amamentação, porque não lhes permite fazer dinheiro”,

 

A rede pró-amamentação faz constantemente análises ao cumprimento, por parte da indústria, do Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno da Organização Mundial de Saúde.

 

Os colaboradores da rede, como profissionais e voluntários ligados ao aleitamento materno, indicam que têm verificado “os efeitos devastadores que o marketing agressivo e não ético da indústria de alimentação para lactentes tem sobre as variadas vertentes da amamentação”.

 

O IBFAN sublinha que a amamentação é a “mais barata e mais efetiva forma de salvar vidas” e, citando números da UNICEF, estima que seriam salvas 1,5 milhões de vidas anualmente em todo o mundo, se todos os bebés fossem exclusivamente amamentados desde o nascimento até pelo menos aos seis meses.

 

Jacqueline Montaigne revelou à Lusa que a organização compreende que a amamentação nem sempre é fácil ou devidamente apoiada em Portugal, sublinhando que não está em causa uma oposição entre amamentação e fórmulas de leite artificial. A responsável defende que todas as mães devem ter acesso a informação clara e livre de influências comerciais para que possam fazer a sua escolha relativamente à amamentação, com base em factos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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