Amamentação materna é benéfica para as mulheres com esclerose múltipla

Estudo publicado no “JAMA Neurology”

03 setembro 2015
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As mulheres com esclerose múltipla que amamentam exclusivamente os seus filhos ao longo de dois meses têm um risco menor de recidiva da doença nos seis meses após o parto, comparativamente com as mulheres que não amamentam exclusivamente, defende um estudo publicado no “JAMA Neurology”.
 

Cerca de 20 a 30% das mulheres com esclerose múltipla têm uma recidiva nos primeiros três a quatro meses após o parto e não há intervenções eficazes para a prevenção desta condição. O efeito da amamentação exclusiva no risco de recidiva da esclerose múltipla pós-parto é controverso tendo alguns estudos encontrado resultados díspares.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Ruhr, na Alemanha, analisaram os dados, recolhidos entre 2008 e 2012, de 201 mulheres grávidas. A amamentação exclusiva foi definida como ausência de substituição do leite materno por suplementos pelo menos ao longo de dois meses.
 

Das 201 mulheres, 120 amamentou exclusivamente ao longo de dois meses, 42 combinou a amamentação com suplementos alimentares nos dois meses após o nascimento e 39 mulheres não amamentou. A maioria das mulheres (178) foi tratada com agentes de terapia modificadora da doença (DMT, sigla me inglês) antes da gravidez.
 

O estudo apurou que 31 mulheres (38,3%) que não amamentaram exclusivamente tiveram uma recidiva da doença nos seis meses após o parto, comparativamente com as 29 mulheres (24,2%) que amamentou exclusivamente ao longo de dois meses.
 

De acordo com os investigadores, o efeito da amamentação exclusiva parece plausível uma vez que a doença regressou na segunda metade do ano após o parto nas mulheres que amamentaram exclusivamente, correspondendo à introdução de suplementos e ao regresso da menstruação. A introdução de suplementos alimentares ou alimentos sólidos nos bebés conduz a alterações hormonais que resultam no regresso da ovulação.
 

Os autores do estudo concluem que estes resultados indicam que as mulheres com esclerose múltipla deveriam ser apoiadas caso decidam amamentar exclusivamente uma vez que esta medida não aumenta o risco de recidiva após o parto. “A recidiva nos primeiros seis meses após o parto diminui através da amamentação exclusiva, mas quando a alimentação é introduzida, é provável que atividade da doença regresse”, conclui o estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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