Alzheimer Portugal quer linha de apoio específica

Declarações da dirigente da associação

31 maio 2013
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A necessidade de uma linha específica de apoio e orientação para os cuidadores e doentes de Alzheimer foi defendida pela dirigente da Alzheimer Portugal, Maria do Rosário dos Reis.
 

“Por vezes recebemos telefonemas de pessoas desesperadas que não sabem o que hão de fazer com o seu familiar doente, em particular quando ocorrem crises de alucinações e de ideias delirantes. Essas crises são tratáveis e contornáveis e muitas vezes nem sequer é preciso recorrerem a nenhuma intervenção farmacológica, só é preciso saber lidar com elas”, disse à agência Lusa a responsável.
 

Os cuidadores familiares ou profissionais devem tentar perceber “o que está por trás da reação do doente. Às vezes, as crises ocorrem porque têm medo de alguma coisa, outras vezes é porque têm algum mal-estar físico que não conseguem explicar. O cuidador pode aprender, não contrariando, a dar volta ao problema”, acrescentou a responsável da associação.
 

Maria do Rosário dos Reis referiu que a associação Alzheimer Portugal, com delegações em várias cidades do país, disponibiliza acompanhamento técnico, nomeadamente de psicólogos, terapeutas ocupacionais ou de assistentes sociais. Tal como em outras circunstâncias, “também aqui o melhor é prevenir, ou seja, os cuidadores devem procurar saber antecipadamente como lidar adequadamente com determinadas situações”.
 

“Ao contrário do que acontece nos casos de bipolaridade ou esquizofrenia, no Alzheimer não se recorre ao internamento compulsivo. As pessoas com demência são uma realidade diferente e estas crises passam tanto mais depressa quanto melhor soubermos lidar com elas”, sublinhou.
 

Maria do Rosário dos Reis considera, por isso, que enquanto estas doenças não forem consideradas uma prioridade, justifica-se a existência uma linha específica.
 

“Podia ser uma linha da associação, se tivéssemos estrutura para funcionar dia e noite, como podia ser uma linha do Estado. O importante era que as pessoas que vivem isoladas e não conseguem recorrer a familiares ou vizinhos soubessem o que fazer numa situação de emergência”, acrescentou.
 

Contudo, a responsável congratulou-se com o facto de neste momento “começar a haver alguma preocupação do Governo e do Ministério da Saúde” em relação a esta problemática. Maria do Rosário dos Reis referiu a reunião realizada há alguns dias em Lisboa com a participação de cerca de 40 peritos para discutir a importância de um plano nacional para as demências.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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