Alzheimer: o papel dos ácidos gordos insaturados

Estudo publicado na revista “PLOS Medicine”

24 março 2017
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Uma equipa de investigadores conduziu um estudo sobre o papel dos ácidos gordos insaturados presentes no tecido cerebral de pessoas idosas saudáveis nas suas capacidades cognitivas.
 
No estudo conduzido por uma equipa internacional liderada por Cristina Legido-Quigley, do King’s College London, Inglaterra, e por Madhav Thambisetty do Instituto Nacional do Envelhecimento, EUA, foi analisada a concentração de metabolitos de centenas de ácidos gordos diferentes no tecido cerebral de 43 pessoas com idades compreendidas entre os 57 e 95 anos.
 
Os participantes tinham integrado um estudo longitudinal sobre o envelhecimento denominado “Baltimore Longitudinal Study of Aging”. Foi feita uma avaliação cognitiva dos participantes um ano antes da sua morte; após a morte dos participantes, foram conduzidas autópsia em que se analisou o tecido cerebral para identificar patologias neurológicas. 
 
A equipa de investigadores dividiu os participantes em três grupos: 14 participantes apresentavam cérebros saudáveis, 15 participantes tinham um acumulado de proteína tau ou de placa amiloide (ambas consideradas como sendo as principais características da doença de Alzheimer) e outros 14 participantes tinham a doença de Alzheimer.
 
Foram medidos os níveis de metabolitos nos giros frontais médios e inferiores, que são as regiões do cérebro normalmente associadas à doença de Alzheimer. Os investigadores analisaram também os níveis de metabolitos no cerebelo dos autopsiados, que é a área do cérebro que não costuma ser afetada pela doença de Alzheimer.
 
Como resultado, a equipa descobriu seis ácidos gordos insaturados (AGI) com níveis substancialmente inferiores ao compararem os cérebros com a doença de Alzheimer com os de indivíduos saudáveis.
 
Segundo Cristina Legido-Quigley e colegas, este “trabalho sugere que a desregulação do metabolismo dos AGI desempenha um papel no desenvolvimento da patologia da doença de Alzheimer estes resultados fornecem evidência adicional sobre a base metabólica da patogénese da doença de Alzheimer”.
 
Os autores admitem, no entanto, que este estudo tem limitações, pois não estabelece causalidade por ser observacional e a amostra era pequena, sendo necessários estudos de larga escala.
 
Ainda não se sabe exatamente o que provoca a doença de Alzheimer.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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