Alzheimer em estado inicial: fármaco restabelece memória

Estudo publicado na “NeuroImage: Clinical”

13 março 2015
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Um fármaco utilizado no tratamento da epilepsia conseguiu reverter um problema cognitivo em pacientes idosos com um risco elevado de demência devido a Alzheimer.
 
A descoberta da autoria de investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, vem validar conclusões anteriores da equipa e vai ao encontro de resultados de estudos efetuados pela mesma e por investigadores de outras instituições.
 
O fármaco testado consegue reduzir a hiperatividade no cérebro de pacientes com comprometimento cognitivo leve amnésico (CCLa), que constitui uma doença clinicamente reconhecida em que a incapacidade da memória é maior do que a esperada para a idade do individuo, e que faz aumentar, de forma significativa, o risco de Alzheimer.
 
A hiperatividade do hipocampo em pacientes com CCLa está amplamente documentada e quando ocorre abre caminho para o declínio cognitivo e progressão para a demência por Alzheimer.
 
Segundo Michela Gallagher, neurocientista e autora principal deste estudo, “demonstrámos que doses muito pequenas do antiepilético levetiracetam reduzem aquela hiperatividade”. A investigadora acrescenta que “paralelamente, melhora o desempenho da memória numa tarefa que dependa do hipocampo”.
 
Para o estudo, a equipa contou com a participação de 84 pessoas com mais de 55 anos, cuja média de idades se situava nos 70. Dos participantes, 17 eram saudáveis e o resto evidenciava sintomas de perda de memória pré-demente, ou seja, CCLa. 
 
Os participantes receberam doses variadas do fármaco antiepilético e um placebo num ensaio aleatorizado com dupla ocultação. Verificou-se que as doses pequenas melhoravam o desempenho da memória e normalizavam a hiperatividade detetada através de ressonância magnética para medir a atividade cerebral durante uma tarefa da memória. Esta dose ideal ia ao encontro da identificada em estudos preliminares pré-clínicos em modelos animais.
 
Michela Gallagher explicou que a equipa quer agora descobrir se o tratamento conduzido por um período mais longo poderá evitar posterior declínio cognitivo ou atrasar e mesmo parar a progressão para doença de Alzheimer. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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