Alzheimer: cinco novos genes identificados

Estudo publicado na “Nature Genetics”

07 abril 2011
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Uma equipa internacional de investigadores identificou cinco novos genes que estão associados a um maior risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer, dão conta dois estudos publicados na “Nature Genetics”.
 

O estudo levado a cabo por dois consórcios de investigação envolveu a participação de cerca de 300 cientistas que analisaram o genoma de 20 mil indivíduos com Alzheimer e 40 mil indivíduos saudáveis.
 

Apesar de as duas equipas de investigação — uma liderada por Julie Williams da Cardiff University, no Reino Unido, e outra por Gerard Schellenber da School of Medicine da University of Pennsylvania, nos EUA — terem iniciado os estudos separadamente, estas uniram esforços e identificaram os cinco novos genes associados a esta doença: MS4A, ABCA7, CD33, EPHA1 e CD2AP. A doença de Alzheimer é uma patologia degenerativa que atinge especialmente as pessoas com mais de 65 anos e é caracterizada pelo declínio global, progressivo e irreversível das funções intelectuais.
 

Estes cinco genes agora identificados fornecem novas pistas sobre os mecanismos fisiológicos que estão na causa da doença. Em comunicado enviado à imprensa, Julie Williams revelou que “vários genes estão associados ao sistema imunitário, fornecendo-nos informação sobre se existe algo de diferente no sistema imune das pessoas que vão desenvolver Alzheimer.” A investigadora acrescentou ainda que “ alguns genes estão também associados à forma como o colesterol e os lípidos são processados no cérebro, aumentando o risco de desenvolvimento da doença."
 

No entanto, para os investigadores, o mais emocionante é a abertura de “uma nova área de investigação relacionada com um processo chamado endocitose – um processo de transporte que envolve a entrada de macromoléculas para dentro de uma célula e o processamento destas pela célula duma maneira muito específica.”
 

"Temos agora quatro genes que estão implicados neste processo, o que é indicativo de que a endocitose tem um papel importante no desenvolvimento da doença de Alzheimer", afirmou Julie Williams.
 

A investigadora refere que “ainda há um longo caminho a percorrer, mas as peças estão a começar a encaixar. Se fomos capazes de eliminar os efeitos prejudiciais destes genes através de tratamentos, temos esperança de podermos ajudar a reduzir a número de pessoas que desenvolvem a doença de Alzheimer a longo prazo.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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