Alzheimer: cérebro começa a atrofiar uma década antes do aparecimento da doença

Estudo publicado na revista “Neurology”

18 abril 2011
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As áreas do cérebro afectadas pela doença de Alzheimer podem começar a atrofiar cerca de uma década antes da demência ser diagnosticada, dá conta um estudo publicado na revista científica “Neurology”.
 

Para este estudo, os investigadores da Harvard Medical School, em Boston, EUA, utilizaram imagens de ressonância magnética para medir o volume das áreas do cérebro conhecidas por estarem associadas à doença de Alzheimer em indivíduos que não apresentavam problemas de memória ou outros sinais desta doença.
 

O estudo envolveu a participação de dois grupos de indivíduos. Um primeiro grupo era constituído por 33 pessoas que foram acompanhadas ao longo de uma média de 11 anos, período durante o qual oito dos participantes desenvolveram demência. Um segundo grupo era composto por 32 pessoas que foram seguidas cerca de sete anos, tendo os investigadores verificado que sete delas desenvolveram Alzheimer.
 

Os participantes foram divididos em três grupos distintos com base nos resultados obtidos a partir das ressonâncias magnéticas: os que apresentavam um volume reduzido, médio ou elevado nas áreas do cérebro associadas à doença de Alzheimer. Das 11 pessoas que apresentavam um menor volume nestas áreas, 55% desenvolveu Alzheimer, enquanto que nenhum dos nove indivíduos que apresentavam um volume mais elevado desenvolveu demência. Daqueles que obtiveram valores médios, 20% desenvolveu a doença.
 

O líder do estudo, Bradford Dickerson, revelou em comunicado enviado à imprensa que “esta medição poderá funcionar como um marcador importante na detecção precoce de alterações no cérebro associadas à doença de Alzheimer”.
 

O investigador revelou ainda que aqueles que “expressam este marcador associado à doença de Alzheimer apresentam um risco três vezes maior de desenvolver demência nos 10 anos seguintes do que aqueles que apresentam um volume maior destas áreas do cérebro. Apesar de estes serem ainda resultados preliminares (…) estamos optimistas quanto à utilização deste marcador no futuro.”
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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