Alzheimer avança mais depressa em pessoas com mais estudos

Estudo publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry

02 março 2006
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A doença de Alzheimer poderá avançar mais depressa nas pessoas com um mais alto nível de estudos, segundo conclusões de uma investigação publicada pela revista britânica Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry.
 

 

Até agora, os especialistas pensavam que uma maior formação intelectual protegia contra o avanço da doença, por ajudar o cérebro a tolerar melhor as alterações que ela produz. No entanto, um estudo desenvolvido por cientistas do Columbia University Medical Center, EUA, dirigidos por Nicolaos Scarmeas, constatou que ter estudos académicos pode acelerar o desenvolvimento da doença de Alzheimer quando esta aparece.
 

 

Para o estudo, os investigadores examinaram 312 pacientes com mais de 65 anos a quem fora diagnosticado Alzheimer cinco anos antes, tendo comprovado que a sua agilidade mental diminuíra de ano para ano. Porém, cada ano adicional de educação supôs uma deterioração adicional de 0,3 por cento em cada paciente.
 

 

Segundo os cientistas, estes resultados podem ser explicados com a teoria da "reserva cognitiva", segundo a qual os indivíduos com maior formação intelectual resistem melhor aos efeitos iniciais da doença por disporem de mais conexões nervosas (neurónios e sinapses). No entanto, quando a doença avança, o seu impacto é maior por serem maiores os danos acumulados.
 

 

Fonte: Lusa
 

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