Alunos de Guimarães controlam peso e comem mais fruta com ajuda de professores

Estudo científico pioneiro em Portugal

18 julho 2016
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Um estudo científico pioneiro em Portugal para combater a obesidade infantil demonstrou que nove meses de intervenção em sala de aula serviram para as crianças diminuírem de peso e aumentarem o consumo de fruta ao almoço e jantar como sobremesa.
 
O estudo, realizado com uma amostra de 464 crianças entre os 6 e os 12 anos de idade – 239 meninas e 225 rapazes – de sete escolas do 1.º Ciclo de Guimarães, concluiu que “globalmente houve uma menor proporção de excesso de peso nas crianças do grupo de intervenção” e passaram a consumir maior quantidade de fruta ao almoço e ao jantar como sobremesa, avançou à agência Lusa Rafaela Rosário, autora da investigação.
 
A investigação, intitulada “Obesidade em Crianças – implementação e avaliação de um programa de intervenção na escola”, foi o resultado de uma tese de doutoramento em Estudos da Criança publicada este mês na revista “Public Health”.
 
O programa de intervenção na escola fez com que as crianças aumentassem o consumo de produtos hortícolas e tivessem uma maior qualidade alimentar em termos genéricos, particularmente a nível da moderação de sódio e na adequação de produtos hortícolas, revelou Rafaela Rosário, professora da Escola de Enfermagem da Universidade do Minho, e que trabalhou em parceria com as Faculdades de Ciências da Nutrição e Alimentação, Medicina e Desporto, da Universidade do Porto.
 
Rafaela Rosário referiu que no programa alimentar foi introduzido o consumo de fruta como sobremesa e registou-se um aumento ao almoço, o que é sinal que a própria escola se envolveu neste processo, mas também ao jantar, um aspeto relevante, porque as crianças foram o motor de mudança no seio familiar.
 
Os professores receberam 12 sessões de treino, cada uma com três horas de duração. A formação consistiu, por exemplo, em dar informações sobre nutrição, alimentação saudável, a importância de beber água e de confecionar cozinhados saudáveis.
 
Depois das sessões, os professores foram encorajados a desenvolver atividades na sala de aula com base nos tópicos das sessões e os resultados indicam que as crianças passaram a comer mais fruta como sobremesa ao almoço e ao jantar.
 
“O nosso estudo mostra que um programa de nutrição implementado com o apoio dos professores com formação em nutrição ajudou efetivamente a melhorar o consumo de fruta depois das principais refeições”, lê-se na revista “Public Health”.
 
O estudo ganhou em junho deste ano e durante o “European Obesity Summit” em Gotemburgo, (Suécia), o prémio “New Investigator Award for Childhood Obesity Research” da Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, um galardão para investigadores com menos de 35 anos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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