Altruísmo pode proteger do stress e promover longevidade

Estudo publicado no “American Journal of Public Health”

14 fevereiro 2013
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Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores das University at Buffalo, Stony Brook University e Grand Valley University, nos EUA, atesta que despender tempo a ajudar outras pessoas com compras, tarefas domésticas, a cuidar de crianças, etc., poderá ser benéfico para a nossa saúde, bem como promover a longevidade.
 

Anteriormente tinham sido já realizados estudos que associavam o isolamento social e o stress, a saúde debilitada e morte prematura. No entanto, este estudo representa uma descoberta interessante, já que demonstra que os benefícios para a saúde advindos da prestação de ajuda a outros resulta na minimização do stress, algo que não tinha sido possível provar em inúmeros estudos realizados anteriormente.
 

A equipa baseou a investigação em dados recolhidos, entre 1987 e 1988, de 423 casais norte-americanos, com uma idade média de 71 anos, que originariamente teriam sido destinados para um estudo sobre a viuvez. Os dados eram relativos a entrevistas aos 846 participantes e incidiram sobre variáveis relativas à saúde social, mental e física dos mesmos. A informação recolhida sobre estas variáveis possibilitou à equipa de investigação efetuar uma análise secundária da mesma.
 

Nas entrevistas pedia-se aos participantes para descreverem eventos nos quais tivessem sido envolvidos e que tivessem provocado stress e para mencionarem se tinham prestado apoio tangível (fazer compras, recados, serviços domésticos, etc.) a familiares, amigos e vizinhos no ano anterior. A equipa responsável pelo estudo determinou também quem tinha falecido durante os cinco anos a seguir ao estudo. 134 participantes, ou seja, 16%, tinham falecido durante esse período.
 

O principal autor do estudo, Michael J. Poulin, docente assistente na University at Buffalo, explicou que durante esses cinco anos a equipa descobriu que as pessoas que tinham ajudado outros nos anos anteriores apresentavam uma probabilidade menor de morrerem do que aquelas que não tinham ajudado outras pessoas.
 

O investigador acrescentou ainda que “quando ajustámos as variantes idade, saúde, operacionais e psicossociais-chave, o modelo de risco proporcional de Cox (o método de análise da sobrevivência mais utilizado) para a mortalidade revelou uma interação significativa entre comportamentos de ajuda, eventos causadores de stress, morbilidade e mortalidade.
 

A equipa concluiu que ajudar outras pessoas conduziu a uma mortalidade reduzida através, especificamente, da atenuação da associação entre stress e mortalidade. Adicionalmente, os investigadores concordam que esta descoberta proporciona uma linha orientadora para melhor se compreender porque é que o comportamento de ajuda poderá por si só promover a saúde, bem como perceber de que forma podem os processos sociais influenciar a saúde em geral.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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