Altos níveis de cobre no sangue e Depressão Pós-Parto

Trabalho publicado no “Journal of Trace Elements in Medicine and Biology”

15 março 2007
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A incapacidade para regular adequadamente a produção de cobre pode ser a causa da Depressão Pós-Parto, indica um estudo publicado publicado no “Journal of Trace Elements in Medicine and Biology”.
 

 

A pesquisa mostra que as mulheres que sofrem de Depressão Pós-Parto têm um nível de cobre no sangue mais elevado que as restantes que não sofrem deste problema.
 

 

William Walsh, do Pfeiffer Treatment Center (PTC), e John Crayton, da Loyola University, em Maywood (EUA), estudaram 14 mil pacientes, entre 1990 e 2002, e seleccionaram 902 casos de mulheres entre os 30 e 60 anos, tendo sido rejeitados os casos de pacientes com historial anterior de Doenças Psiquiátricas.
 

 

As mulheres que tinham sido diagnosticadas com o problema (78) foram submetidas a análises ao sangue, com o intuito de serem medidos os seus níveis de cobre e zinco.
 

 

Após compararem estes resultados com os de outros grupos de homens e mulheres sem Depressão, e mulheres que sofreram Depressão não motivada por um parto, os cientistas concluíram que as mães com Depressão Pós-Parto tinham níveis de cobre mais elevados.
 

 

Os principais sintomas do problema reflectem-se na apatia, dificuldades em dormir, abatimento, pouco interesse pelo recém-nascido e, em casos extremos, impulsos suicidas e homicidas.
 

 

Ao longo da gravidez, os níveis de cobre, um nutriente essencial presente em muitos alimentos e na água, são duplicados pelo organismo no sentido de suprirem as necessidades do feto.
 

 

Mas, em algumas mulheres, após o nascimento da criança a produção normal não é restabelecida.
 

 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que, em quantidades elevadas, este mineral pode levar a Depressão, Ansiedade e comportamentos violentos, mas, até agora, a vulnerabilidade pós-parto não tinha sido directamente associada aos níveis do mineral.
 

 

O estudo, no entanto, não dissipa todas as dúvidas. Ainda resta saber por que razão acontece - as questões genéticas podem ser uma explicação - nem o que, exactamente, acontece com o excesso de cobre no cérebro.
 

 

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