Alterações no sistema visual podem assinalar Parkinson

Estudo publicado na revista “Radiology”

14 julho 2017
  |  Partilhar:
Um novo estudo indicou que alterações no sistema visual de pacientes com diagnóstico recente da doença de Parkinson podem proporcionar um importante biomarcador para a detenção precoce da doença.
 
Alessandro Arrigo, da Universidade Vita-Salute San Raffaele de Milão, Itália, líder da equipa de investigadores que conduziram o estudo sumariou as conclusões do mesmo: “tal como os olhos são o espelho da alma, o sistema visual é o espelho das doenças do cérebro”. 
 
Para o estudo que contou com uma equipa multidisciplinar, foram recrutados 20 pacientes que tinham sido recentemente diagnosticados com a doença de Parkinson e ainda não tinham recebido tratamento. A equipa recrutou também 20 indivíduos saudáveis (grupo de controlo) com as mesmas idades e sexo dos pacientes.
 
Todos os participantes, os diagnosticados com Parkinson e os do grupo de controlo, foram submetidos a ressonância magnética. Nos participantes com Parkinson o exame foi efetuado quatro semanas após terem recebido o diagnóstico da doença. 
 
Os investigadores empregaram um método de imagiologia conhecido como imagem ponderada em difusão para medirem alterações na substância branca e a morfometria baseada em voxel, de forma a analisarem alterações na concentração da substância cinzenta e branca cerebral. 
 
Todos os participantes foram também submetidos a exames oftalmológicos.
 
Como resultado, foram observadas anormalidades significativas nas estruturas cerebrais do sistema visual dos pacientes com Parkinson, incluindo alterações nas radiações óticas, redução da concentração da substância branca e do volume do quiasma ótico. 
 
O autor principal do estudo comentou os achados: “o estudo aprofundado de sintomas visuais pode proporcionar marcadores sensíveis para a doença de Parkinson”. 
 
“As métricas de processamento visual poderão tornar-se úteis na diferenciação das doenças do Parkinsonismo, no seguimento do progresso da doença e na monitorização da resposta do paciente ao tratamento com fármacos”, acrescentou.
 
Alessandro Arrigo disse ainda que os sintomas não motores da doença de Parkinson poderão manifestar-se mais de uma década antes dos sintomas motores, sendo que “estamos muito entusiasmados com os nossos achados”, comentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.