Alterações climáticas trazem mosquitos das zonas tropicais

Autoridades de saúde traçam mapa de risco

31 dezembro 2013
  |  Partilhar:

As alterações climáticas e o aumento da temperatura média que estão a ocorrer na bacia do mediterrâneo estão a trazer para esta região mosquitos tradicionalmente de zonas tropicais, alguns dos quais são perigosos transmissores de doenças, alertam as autoridades de saúde.

 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o relatório publicado em novembro pelo Centro Europeu para a Prevenção e o Controlo das Doenças traçou um “mapa de risco” da transmissão de doenças pelo mosquito o “mosquito-tigre” (Aedes Albopictus) na Europa, lembrando que nos últimos anos foram confirmados centenas de casos de chikungunya em Itália e de dengue na Croácia e em França.

 

Uma vez que este é um vetor (transmissor) de dengue menos efetivo comparativamente com o conhecido como mosquito da dengue, o Aedes Aegypti, a sua chegada à Europa, devido à globalização do comércio e das viagens, facilitada pelas alterações climáticas, está a ser acompanhada de perto pelas autoridades de saúde.

 

O Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Tavares, revelou à agência Lusa que, embora ainda não tenha sido detetado em Portugal, há uma grande atenção a este vetor, uma vez que foi identificada a sua presença em Espanha.

 

A Rede de Vigilância de Vetores (Revive) tem um papel fundamental na prevenção destas doenças, disse, lembrando os alertas lançados sobre a possibilidade de aparecimento de dengue na Madeira provocado pelo Aedes Aegypti, como veio a acontecer.

 

“Durante mais de cinco anos detetou-se o vetor, devido às ligações da Madeira a África e à América do Sul. Basta um doente e torna-se uma cadeia incontrolável”, alertou, sublinhando que estas são doenças transmissíveis, ao contrário do que acontece com outras como os enfartes.

 

A gravidade das doenças transmitidas por vetores é tal que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou como tema para o Dia Mundial da Saúde 2014 (07 de abril) “Pequenas criaturas, grandes ameaças”.

 

“É um tema muito atual”, disse António Tavares à agência Lusa, sublinhando que, pela forma de transmissão, rapidamente a doença se transforma em pandemia.

 

“No século XX, a doença que mais matou foi a gripe e não a SIDA, designada como doença do século. As pessoas não estão muito despertas para isto”, lembrando que “em África morre uma criança em cada minuto de malária” e que o dengue é a doença que mais tem crescido nos últimos anos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.