Alterações climáticas nocivas para saúde humana

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

29 setembro 2014
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A saúde humana é prejudicada em diversos aspetos pelas alterações climáticas, atesta um novo estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.
 

Por altura da Cimeira da Organização das Nações Unidas sobre as mudanças do clima, que teve lugar no dia 23 de setembro em Nova Iorque, EUA, foram realizados diversos protesto pelo mundo a exigir uma ação urgente para dar resposta às alterações climáticas.
 

O estudo, do Global Health Institute, da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA, analisou dados clínicos ao longo dos últimos 20 anos e identificou um conjunto de problemas de saúde que estão associados às alterações climáticas. As causas e a extensão deste fenómeno continuam a ser tema controverso de debate.
 

Os autores do estudo concordam univocamente que a combustão de combustíveis fossilizados e a desflorestação tropical contribuem para as alterações climáticas. A equipa recolheu dados de 56 artigos científicos sobre o impacto das alterações do clima sobre a saúde, tendo analisado a temperatura atmosférica. Foram analisados dados de 13 modelos climáticos.
 

Segundo os investigadores, muitas cidades nos EUA irão, em 2050, estar expostas a muitos mais dias de calor extremo.
 

As alterações climáticas irão afetar negativamente determinados problemas de saúde: doenças respiratórias, incluindo as que pioram com a exposição a partículas poluentes finas (como a asma e as doenças alérgicas); doenças infeciosas, nomeadamente as doenças contraídas através da água (como doenças gastrointestinais nas crianças); problemas alimentares, problemas mentais, como stress pós-traumático e depressão que estão associados a catástrofes naturais.
 

Os autores do estudo consideram que se pode obter benefícios substanciais para a saúde e em termos económicos com a redução da utilização de combustíveis fósseis, tendo apresentado estratégias para essa redução. As estratégias apresentadas incluem o desenvolvimento de cidades autossustentáveis, o consumo de carne em menor quantidade, a elaboração de melhores políticas relativas ao dióxido de carbono e a promoção do transporte ativo, ou seja ir a pé ou de bicicleta para o trabalho.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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