Alterações climáticas no Árctico fazem tocar sinal de alarme
20 novembro 2004
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O Árctico poderá ter um aspecto muito diferente daqui até ao final do século, com o desaparecimento total do gelo no Verão e uma mudança radical da sua biodiversidade, alerta um relatório científico divulgado esta semana.
 

 

 

Devido às emissões futuras de dióxido de carbono (CO2) e outros gases com efeito de estufa, as temperaturas médias na região poderão aumentar entre quatro e sete graus até 2100, revela o Estudo sobre o Impacto das Alterações Climáticas no Árctico (ACIA), realizado por mais de 250 investigadores.
 

 

 

E o alerta foi reforçado pelo norueguês Paal Prestrud, director do Centro de Estudos sobre as Alterações Climáticas (CICERO), para quem «o que se passa naquela região anuncia o que se vai passar no resto do planeta».
 

 

 

Segundo o estudo, o mais vasto até hoje realizado sobre o aquecimento do Árctico, a quantidade média anual de gelo do mar no Árctico diminuiu cerca de oito por cento nos últimos 30 anos, significando a perda de 988.416 quilómetros quadrados de gelo do mar.
 

 

 

«A realidade é que o Árctico está a aquecer muito mais rapidamente que o resto do planeta, e isso tem efeitos directos sobre as pessoas», sublinhou Robert Corell, coordenador do grupo de cientistas que redigiu o relatório e membro da Sociedade Americana de Meteorologia.
 

 

 

«Isto está a acontecer muito mais depressa do que prevíamos há apenas cinco anos, e tem implicações globais devido à abertura do Mar Árctico a novas rotas de transporte marítimo», acrescentou.
 

 

 

O aquecimento da atmosfera poderá provocar o desaparecimento total, no Verão, da calote glaciar no espaço de um século e ameaçar as espécies que vivem na banquisa (bancos de gelo), como o urso polar, a foca e a rena, e populações locais como os Inuit, que vivem da caça a esses animais - adverte o relatório, encomendado pelo Conselho Árctico.
 

 

 

O gelo poderá ficar totalmente derretido, no período estival, a partir de 2070, de acordo com uma das projecções utilizadas pelos autores do relatório.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

 

 

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