Alteração do ritmo circadiano contribui para doença inflamatória

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

26 maio 2014
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A alteração do ritmo circadiano, conjuntamente com uma dieta rica em gordura e açúcar pode contribuir para o desenvolvimento da doença inflamatória do intestino e outras condições, defende um estudo pulicado na revista “PLOS ONE”.
 

"O ritmo circadiano, que impõe um ciclo de 24 horas no nosso organismo, é diferente dos padrões de sono. O sono é uma consequência do ritmo circadiano”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Robin M. Voigt.
 

Os investigadores do Centro Médico da Universidade de Rush, nos EUA, sugerem que a alteração do ritmo circadiano contribui para uma série de doenças que podem ser impedidas através da regulação dos padrões de sono / vigília e dos horários das refeições. Os investigadores acreditam que ingestão de pré e probióticos pode também ajudar a normalizar os efeitos que a alteração do ritmo circadiano tem na flora intestinal e ajudar consequentemente a reduzir a inflamação.
 

“Acreditamos que a alteração do ritmo circadiano promove o desenvolvimento de doenças inflamatórias, em parte, devido a alterações da flora intestinal”, acrescentou a investigadora.
 

De forma a chegar a estas conclusões os investigadores alteraram o ritmo circadiano de ratinhos tendo-os exposto, numa base semanal, a ciclos de luz e escuridão invertidos. Alguns dos animais tiveram uma alimentação padrão, enquanto outros foram alimentados com uma dieta rica em gorduras e açúcares.
 

O estudo apurou que a flora intestinal dos ratinhos com um ritmo circadiano alterado era significativamente diferente da flora encontrada no grupo de controlo. Contudo, isto só ocorria caso os animais tivessem consumido uma dieta rica em gordura e açúcar.
 

O estudo apurou que os animais que tinham adotado este tipo de dieta e que tinham sofrido alterações no ritmo circadiano apresentavam concentrações elevadas de bactérias conhecidas por promover a inflamação.
 

Estes resultados vão de encontro a estudos anteriores que demonstraram que os efeitos nocivos da alteração do ritmo circadiano apenas são revelados na presença de um segundo fator ambiental.
 

Os autores do estudo aconselham assim as pessoas que têm habitualmente o seus ciclos circadianos alterados, como os médicos, os indivíduos que trabalham por turnos, a tomarem precauções, vigiando a dieta adotada e consumindo pré e probióticos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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