Alpiarça estabelece receituários a três meses e prioridade no atendimento

Medidas servem para compensar falta de médicos

17 agosto 2012
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A coordenadora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria, Luísa Portugal, anunciou medidas destinadas a colmatar a falta de médicos em Alpiarça, no distrito de Santarém, as quais incluem uma maior atenção à prioridade no atendimento e em receituários alargados a três meses.

 

O problema da falta de médicos naquela localidade foi originado pela entrada em férias de um dos dois clínicos do centro de saúde e pela saída de dois médicos cubanos sem uma substituição anunciada. Como consequência ficou somente um médico de serviço no Centro de Saúde para oito mil utentes, tendo os doentes crónicos ficado privados do acesso habitual ao receituário.

 

Luísa Portugal explicou que “em Alpiarça tinha quatro médicos e, de um momento para o outro, fiquei só com dois. Com o final do contrato com dois médicos cubanos, e apesar das promessas que só sairiam quando existissem condições para os substituir, certo é que não veio ninguém para as suas funções, deixando a descoberto uma faixa importante da população”.

 

A coordenadora admite que na localidade se verifica um problema de “preocupação e insegurança” que foi causado pela falta de médicos e pela redução no atendimento.

 

“A fazer fé que os dois médicos seriam substituídos, e tendo em conta que os outros dois clínicos tinham as suas férias marcadas com a respetiva antecedência, este mês de agosto ficou particularmente difícil de gerir” em Alpiarça, observa a coordenadora.

 

“Em setembro já teremos mais médico a trabalhar”, informou ainda, acrescentando que até essa altura o acesso à obtenção de receituário iria ser “agilizado” para que os utentes “não tenham de se deslocar ao centro de saúde propositadamente” para tal.

 

Contudo, Luísa Portugal disse que “o problema é mais vasto” e indicou que existem “20 médicos a menos” no ACES que dirige e “35 mil utentes sem médico de família” nos seis municípios cobertos pelo agrupamento.

 

“Para além disso, e de prestar mais atenção à prioridade no atendimento e alargar o receituário a três meses, pouco mais podemos fazer”, afirma.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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