Alimentos ricos em sal e açúcar proibidos em máquinas

Medida aplicada nas instituições do SNS

09 junho 2016
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A partir do próximo ano, as máquinas de dispensa de alimentos com elevados teores de açúcar, sal e gordura trans vão ser proibidas em todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

De acordo com um despacho publicado na segunda-feira, ao qual a agência Lusa teve acesso, os centros de saúde e os hospitais, assim como toda e qualquer instituição do Ministério da Saúde, vão ser proibidos de ter máquinas de venda automática com alimentos com excesso de calorias e em particular com elevado teor de sal, açúcar e gorduras trans, processadas a nível industrial.
 

Fica proibida a venda de salgados, pastelaria, pão e afins com recheios doces, charcutaria, sandes com molhos de maionese, ketchup ou mostarda, bolachas ou biscoitos muito gordos ou açucarados, guloseimas, sobremesas, refeições rápidas, chocolates grandes e bebidas com álcool.
 

As máquinas de venda de bebidas quentes também vão ter de reduzir a quantidade de açúcar que pode ser adicionado (até um máximo de cinco gramas).
 

Por outro lado, as máquinas têm que disponibilizar obrigatoriamente garrafas de água e devem dar prioridade a alimentos como leite simples, iogurtes, preferencialmente sem adição de açúcar, sumos de frutas e néctares, pão adicionado de queijo pouco gordo, fiambre com baixo teor de gordura e sal, carne, atum ou outros peixes de conserva e fruta fresca.
 

Em declarações à agência Lusa, na sequência da publicação deste despacho, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas refere que esta é “uma grande medida, porque se consegue vislumbrar que o Ministério da Saúde está muito atento aos problemas da Saúde através da alimentação”.
 

"Só posso aplaudir a medida do Ministério da Saúde para promover uma alimentação saudável. Tudo o que seja medidas que o Ministério da Saúde venha a desenvolver neste sentido a Ordem dos Nutricionistas só pode aplaudir", conclui Alexandra Bento.
 

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde avançava à Lusa que pretendia reduzir a quantidade de sal nas sopas e pratos confecionados nos restaurantes, até ao final de 2016, e que essa era apenas uma das 14 propostas que o Governo queria concretizar para diminuir o consumo excessivo de sal até 2025 e atingir as metas da Organização Mundial de Saúde.
 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a União Europeia já recomendaram que Portugal reduza o consumo de sal, entre 3% a 4% ao ano, durante os próximos quatro anos, para que em 2025 o país consiga ter um consumo de sal de apenas cinco gramas por dia, por pessoa, ao contrário das atuais 11 gramas.
 

As instituições que ainda não têm máquinas de venda automática de alimentos e o pretendam fazer após a entrada em vigor do diploma, terão de seguir já a nova lei, sem beneficiarem dos seis meses de adaptação.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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